A Secretaria Estadual da Educação do Ceará (Seduc) deve realizar uma reunião com o Sindicato Apeoc na próxima segunda-feira (1º de abril), visando negociar a possibilidade de não haver greve na educação estadual. De acordo com a pasta, demais órgãos como a Casa Civil, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) e a Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) também devem ser representados. Nesta terça-feira (26), profissionais da educação cearense aprovaram indicativo de greve.
Conforme os professores, o reajuste apresentado pelo Executivo na quarta-feira da última semana (20), de 5,62% aos servidores públicos do Estado, não contempla a categoria e nem quita as obrigações pendentes do Governo com a educação. A Seduc afirmou que reconhece a importância de um diálogo aberto e construtivo com o sindicato.
“Em janeiro, um grupo técnico composto por representantes de ambas as instituições iniciou os cálculos relacionados à repercussão financeira sobre o piso salarial, promoções e outras questões pertinentes à carreira. Esses temas também foram discutidos em reuniões em fevereiro”, enviou, em nota, a Seduc, ao OPINIÃO CE. “A Secretaria de Educação reitera sua determinação em manter um diálogo contínuo e eficaz a fim de buscar soluções para as demandas da categoria”, completou. Ainda segundo a pasta, o Governo do Ceará tem compromisso com a valorização e reconhecimento dos educadores.
“Na semana passada, foi anunciado um reajuste salarial de 5,62%, superando o piso nacional do magistério 2024, fixado em R$ 4.580,57”, detalhou o órgão.
DEMANDAS DA CATEGORIA
Conforme o Sindicato, o reajuste proposto pelo Estado não quita obrigações pendentes do Governo, tais como:
- Pagamento do retroativo da promoção 2019;
- Pagamento do retroativo do Piso de 2023;
- Implantação das promoções 2022 e 2023;
- Seleção estadual classificatória para temporários;
- Equiparação salarial dos temporários;
- PVR dos doutores;
- Pagamento das premiações;
- Fim da taxação das aposentadorias.
Até o dia 4 de abril, a categoria deve seguir o calendário de lutas aprovado em última assembleia:
- 27/03 a 03/04: Chão da escola, encontros zonais e regionais;
- 04/04: Paralisação estadual com assembleia para avaliar a negociação e votar o início da greve;
- 08/04: Início da greve com ato no Palácio da Abolição.
