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Começa a tramitar na Alece projeto de doação do espaço do Acquario para a UFC

A Assembleia Legislativa do Ceará recebeu nesta quarta-feira o projeto de lei 21/24, do Governo do Ceará, que trata da doação do imóvel onde está licalizado o Acquario do Ceará, em Fortaleza, à Universidade Federal do Ceará (UFC) para a criação de um novo campus na Praia de Iracema. O objetivo é integrar a universidade, o Poder Público e comunidades locais, criar um espaço interativo para educação, turismo e cultura, e ampliar o acesso ao conhecimento para a população.

O projeto segue a Lei Complementar Estadual nº 296/2022 e, segundo o Estado, representa uma oportunidade para o desenvolvimento urbano e social da região, além de fortalecer a educação pública no Ceará. O Acquario foi anunciado em 2009, ainda no primeiro mandato do ex-governador Cid Gomes. Cid defendeu, à época, o equipamento como um importante incremento ao turismo cearense. As obras do Acquario, no entanto, estão paralisadas desde 2017, após R$ 112 milhões gastos.

Sob gestão da UFC, o espaço onde seria instalado o Acquario Ceará passará por uma remodelação completa do que estava previsto no projeto original. A nova estrutura, conforme divulgado nesta sexta-feira (29) pela Instituição, contará com um aquário virtual e um museu submerso no mar. No espaço, conforme informado pela UFC, serão abrigadas experiências imersivas com ambientes de fotorrealismo, presença de inteligência artificial (IA) e realidades virtual e aumentada.

O novo equipamento será a sede do Campus Iracema da UFC, no qual – juntamente ao terreno dos Correios – vai abrigar o Instituto de Ciências do Mar (Labomar), o Centro Tecnológico de Ciências Naturais (CTCN) e o Instituto de Cultura e Arte (ICA). O Labomar e o CTCN, com um novo departamento de pesquisas aberto à exposição, ficarão no local do Acquario. Já o ICA, onde hoje é o espaço dos Correios.

Segundo o reitor da UFC, Custódio Almeida, o foco do espaço será o “turismo científico, cultural e tecnológico”. Ele defendeu que pesou na decisão o fato de ser “ambientalista”. “Sou contra peixe preso em aquário, no máximo para pesquisa, que é o objetivo do Labomar, mas não para entretenimento“, disse.

Custódio explicou ainda que a UFC está estudando a possibilidade de realizar transmissões ao vivo diretamente do fundo do oceano para as telas do Acquario. Serão apresentadas ainda visualizações de ecossistemas marinhos extintos, exposições de fósseis do acervo da Universidade e descobertas arqueológicas. Há também a expectativa de uma sala de cinema que será equipada com projetos de estereoscópio/3D, com capacidade para 100 lugares, e espaços para exibição e manipulação de réplicas físicas de animais e fósseis.