O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu um prazo nesta segunda-feira (25), de 48 horas para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique sobre sua estadia na embaixada da Hungria, em Brasília, durante dois dias em fevereiro (do dia 12 a 14) deste ano. O que chama mais atenção é que este fato ocorreu após ele ter seu passaporte apreendido justamente pela determinação do próprio ministro do STF na operação Tempus Veritatis (operação que analisa sobre a existência de uma trama golpista no alto escalão do governo de Bolsonaro).
Embaixadas são ambientes que não têm alcance das leis do Brasil, e não podem ter nenhuma interferência sequer de alguma autoridade brasileira, sendo um ambiente protegido. Em caso de permanência neste local, pode acontecer uma espécie de burla a determinação que foi imposta de não sair do País, já que o objetivo da medida do ministro era deixar Bolsonaro ao alcance das forças de segurança nacionais.
O ocorrido foi revelado na tarde desta segunda-feira (25), pelo jornal The New York Times, mostrando imagens das câmeras de segurança em que o ex-presidente estava entrando e saindo do local, acompanhado por seguranças e do embaixador Miklós Halmai.
Segundo a defesa de Bolsonaro, foi confirmado que ele havia passado dois dias na embaixada húngara apenas “para manter contatos com autoridades do país amigo”, já que há um bom relacionamento entre o próprio com o premier húngaro. Os dois tinham se encontrado recentemente na posse do presidente da Argentina, Javier Milei, em Buenos Aires.
