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Brasil enfrenta a Espanha em segundo desafio de Dorival

Dorival Júnior com os pés no chão: “Vamos passo a passo”. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Dorival Junior terá o seu segundo desafio à frente da Seleção Brasileira, nesta terça-feira (26), diante da Espanha, em Madri. O amistoso é mais uma oportunidade para o comandante mostrar um novo estilo da Amarelinha, futebol este demonstrado na vitória por 1 a 0 diante da Inglaterra, no último sábado (23). Os ingleses estavam há 10 jogos sem perder e foram superados por uma atuação convincente dos brasileiros. O jogo desta terça-feira acontece no estádio Santiago Bernabéu, às 17h, no último amistoso da Data Fifa. O Brasil desembarcou na noite de domingo (24), em Madri, para enfrentar os anfitriões. O único treino aconteceu no Estádio Alfredo Di Stéfano, nesta segunda-feira (25). 

A Seleção Espanhola, por sua vez, jogou na última sexta-feira (22), no London Stadium, e perdeu para a Colômbia pelo placar de 1 a 0. No amistoso, o jogador da seleção colombiana James Rodríguez, que no São Paulo, entrou no segundo tempo e ajudou a equipe a marcar o gol da vitória. A Seleção Colombiana, com o triunfo, mantém invencibilidade e boa sequência de resultados. A Espanha, por sua vez, viu sendo quebrada uma sequência de sete jogos sem perder.

Após vitória diante da Inglaterra, Dorival Junior pediu para o torcedor manter “os pés no chão”. “Confio demais nesses garotos, nessa equipe. Espero que com o tempo voltemos a atuar como protagonistas. Que possamos resgatar a confiança. Não é culpa de ninguém o que se passou. É natural que em determinados momentos em qualquer seleção, em qualquer clube, os resultados deixem de vir. Temos de ter calma e avançar passo a passo”, reforçou. “É um momento especial, que tem um significado pelo momento, pelas condições em que estávamos. Mas é apenas o início de um trabalho. Temos que ter consciência de que há muito o que fazer, coisas importantes para corrigir, e buscar o equilíbrio da equipe”.

ESTRELA

O gol da vitória no último amistoso foi marcado pela jovem promessa Endrik, no segundo tempo, o suficiente para acender a esperança de dias melhores para a pentacampeã mundial, que viveu péssimos momentos em 2023. Com apenas 17 anos, o atacante se tornou o quarto jogador mais jovem a marcar pela Seleção. Em entrevista coletiva após a partida, Dorival Júnior exaltou o momento do atacante. “O tempo vai mostrar quem poderá vir a ser esse garoto. Se ele não mudar essa postura que vem apresentando até então, com certeza será um nome muito importante do futebol brasileiro e mundial“, disse.

O palco do confronto diante da Espanha é velho conhecido de alguns atletas brasileiros, como Vini Jr. e Rodrygo, estrelas do Real Madrid, e uma boa oportunidade para Endrik se familiarizar com o estádio emblemático, já que defenderá as cores merengues a partir do segundo semestre. “Logicamente, temos que ter tranquilidade com o garoto, está praticamente iniciando e talvez acelerando sua própria formação. Tem sido um jogador de destaque, como foi na fase final do último Campeonato Brasileiro. É um garoto que realmente mostra qualidades diferenciadas para um jovem, um atacante que apresenta características interessantes e bem diferente da maioria dos jovens do nosso país”, seguiu Dorival Junior, sobre Endrik.

PROMESSAS E EXPERIÊNCIA

Em sua primeira convocação, Dorival apostou em jovens atletas para renovar a Seleção, mesclando com a experiência de velhos conhecidos. Dos 26 jogadores convocados, 11 já conquistaram títulos pelas equipes de base do Brasil e agora estão em busca de aumentar seu sucesso vestindo a Amarelinha com a Seleção Principal. A lista dos campeões na base é formada por Danilo, Yan Couto, Wendell, Beraldo, Bruno Guimarães, Douglas Luiz, Lucas Paquetá, Endrick, Richarlison, Savinho e Vinicius Júnior.

Ao longo da convocação, o treinador foi forçado a cortar jogadores em razão de lesões. Caso isso não tivesse acontecido, seriam outros quatro atletas que levantaram taças pela base do Brasil: Ederson, campeão do Torneio de Toulon em 2014; Gabriel Martinelli, medalhista olímpico de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020; Casemiro, campeão do Sul-Americano Sub-17 em 2009, do Sul-Americano Sub-20 e da Copa do Mundo Sub-20, ambos em 2011; e Marquinhos, campeão do Sul-Americano Sub-17 em 2011, do Torneio de Toulon em 2014 e medalhista olímpico de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.