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Preço de ovos de Páscoa varia até 125% em Fortaleza, diz Procon

A diferença entre os preços de um mesmo ovo de Páscoa pode chegar a 125% em Fortaleza, conforme pesquisa do Departamento Municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) divulgada nesta quinta-feira (21). Além dos ovos, o levantamento averiguou barras de chocolate e ingredientes para a fabricação caseira de produtos da Páscoa. Na capital cearense, a pesquisa foi feita em 16 supermercados e lojas tradicionais do ramo, e aponta uma alta diferença de preços, por exemplo, do produto “Laka Diamante Negro”, de 500 gramas, que custava R$ 51,99 em um estabelecimento na Jacarecanga, mas no bairro Edson Queiroz estava sendo vendido por R$ 116,90.

Outro ponto observado foi a discrepância nos valores de ingredientes domésticos, que pode chegar a 116%. De acordo com o presidente do Procon Fortaleza, Wellington Sabóia, o órgão avaliou ingredientes para auxiliar na economia doméstica das famílias.

“Toda economia é bem-vinda e serve como educação para o consumo, que é uma das atribuições do Procon. É preciso avaliar bem os preços e somar ao orçamento doméstico as despesas desse período para evitar futuras dívidas, pois ainda será necessário adquirir produtos da Semana Santa, que já se aproxima”, disse.

Ao todo, a pesquisa comparou 47 produtos, entre ovos, barras de chocolate e ingredientes, nas 12 regionais de Fortaleza, entre os dias 1° e 12 de março. Cerca de 16 supermercados e lojas tradicionais do ramo receberam as equipes do Procon, que encontraram dificuldades em encontrar alguns itens, por conta da escassez de produtos. Além dos preços, o Procon chama atenção para os ovos de chocolate com brinquedos infantis, devido ao risco de acidentes com as crianças.

“Pais e responsáveis precisam ficar em alerta e tomar muito cuidado na compra de ovos de chocolate acompanhados de brinquedos infantis. Além de mais caros, eles podem representar riscos à saúde e segurança das crianças. Nesses casos, é bom certificar-se dos selos de qualidade e de segurança de órgãos que regulamentam o segmento“, destaca o presidente do Procon Fortaleza.

Consulte a pesquisa completa