Os técnicos administrativos das Universidades Federais do Ceará decidiram, em assembleia, iniciar nesta sexta-feira (15) uma greve por tempo indeterminado em busca de melhorias de trabalho, como reajuste salarial e revisão do plano de carreira. Um grupo de servidores esteve presente na manhã desta quinta-feira (14), no Centro de Eventos, durante a adesão oficial do Ceará ao programa Pé-de-Meia. O momento contou com as presenças do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e de outras figuras no âmbito nacional.
Ao ser questionado sobre a paralisação, Camilo Santana garantiu o Governo Federal está “empenhado” em celebrar um acordo. “Greve é quando não há diálogo”, defendeu.“Os servidores passaram 6 anos sem aumento e, no primeiro ano (de mandato) do presidente Lula, ele já deu 9% de aumento a todos. Neste ano, abriu-se uma mesa de negociação, já tem 9% colocados para os próximos 2 anos e os servidores técnico-administrativos das universidades e institutos federais estão reivindicando também questões de carreira”, citou o ministro.
GREVE
Nesta semana, o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (SINTUFCE) decidiu aderir à paralisação a partir desta sexta-feira (15). Entre as pautas reivindicadas estão a recomposição salarial, a reestruturação da carreira e a equiparação de benefícios. Conforme a entidade, o Governo Federal não avançou nas negociações com os profissionais, que estão em Estado de Greve desde dezembro de 2023.
Em uma reunião realizada no dia 23 de fevereiro, a direção nacional da Federação dos Sindicatos dos Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior (Fasubra Sindical) avaliou que a contraproposta apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) não contemplou a categoria, já que o recurso financeiro oferecido para implementação em 2025 e 2026 não é suficiente para a reestruturação do Plano de Carreira (PCCTAE) e não teria nenhuma recomposição salarial dentro da carreira para 2024.
“A categoria debateu e enviou para o Governo uma proposta de PCCTAE que possibilita uma reformulação, que atende a aposentados e pensionistas, atende aos ativos e que tem potencial para impedir a fuga de servidoras e servidores que temos presenciado nas universidades. Mas a prioridade para a educação do discurso do governo está longe de ser uma prática. O desrespeito com as técnicas e técnicos ficou patente. Por isso, a categoria se vê na obrigação de dar ao governo uma resposta que mostra a insatisfação e ao mesmo tempo a nossa revolta. Agora é greve”, afirmou o coordenador geral do SINTUFCe, Wagner Pires.
Em todo o País, pelo menos 32 universidades e dois Institutos Federais começaram a greve nesta semana.
