Em busca de instituir em todo o Estado a conscientização e diagnóstico da Síndrome de Li-Fraumeni, tramita na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) o Projeto de Lei (PL) que cria a Campanha Régis Feitosa. Anualmente, a campanha deve ser celebrada no dia 13 de agosto e homenageia o cearense Régis Feitosa Carvalho Mota, portador da Síndrome de Li-Fraumeni. A doença não tem cura. O PL é de autoria da deputada estadual Larissa Gaspar (PT).
Para a deputada, a doença não possui tratamento, mas é possível fazer um acompanhamento para reduzir os riscos. “A proposição tem o objetivo de contribuir com os desafios enfrentados pelos pacientes portadores da Síndrome de Li-Fraumeni, uma condição genética rara, que pode predispor a vários tipos de câncer”, disse.
A síndrome de Li-Fraumeni é causada por uma alteração no TP53, um gene supressor tumoral. Trata-se de uma predisposição genética, ou seja, o indivíduo já nasce com ela. Embora seja considerada uma doença rara na população mundial, no Brasil a situação é um pouco diferente, porque existe uma mutação brasileira chamada de variante R337H que faz com que a síndrome seja muito mais frequente entre os brasileiros.
Por se tratar de uma doença hereditária, é comum que ocorra em várias pessoas da mesma família. Quando uma pessoa com a síndrome tem um filho, há 50% de risco desse filho também nascer com a condição e os portadores da doença têm 90% de chances de desenvolver câncer antes dos 70 anos. O diagnóstico da síndrome é feito através de um teste genético que avalia o gene TP53, teste realizado no sangue ou na saliva. No Ceará, há cerca de 27 mil novos casos de câncer por ano, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).
“A instituição da Campanha Régis Feitosa pela Conscientização e Diagnóstico da Síndrome de Li-Fraumeni visa aumentar a conscientização sobre esta condição, promover o acesso ao diagnóstico precoce e oferecer suporte adequado aos pacientes. Ao aprovar esta lei, o Estado demonstra seu compromisso com a saúde e o bem-estar de todos os cidadãos, especialmente daqueles que enfrentam condições médicas complexas e desafiadoras”, completa a petista.
