O Ceará receberá seis novos campi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) em Fortaleza (2), Cascavel, Mauriti, Campos Sales e Lavras da Mangabeira. O anúncio foi feito nesta terça-feira (12), pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e pelo presidente Lula (PT). As cidades escolhidas têm, conforme a União, baixa cobertura de educação profissional. O investimento estimado para construção das novas unidades é de R$ 150 milhões. Devem ser geradas 8.400 vagas. Atualmente, o Estado possui 35 unidades (33 campi, Reitoria e Polo de Inovação), integradas à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
Em publicação nas redes sociais, o governador Elmano de Freitas (PT) celebrou o anúncio. “Fiquei muito feliz”, destacou. “Em nosso Estado, serão construídos dois campi em Fortaleza e os demais nos municípios de Cascavel, Mauriti, Campos Sales e Lavras da Mangabeira. Um investimento de R$ 150 milhões. […] É mais oportunidade para a juventude cearense e de todo o Brasil”, frisou.
Na semana passada, o ministro, em live feita com o governador, Camilo já havia anunciado o total de unidades disponibilizadas ao Ceará, sem, no entanto, dar mais detalhes. Na oportunidade, o titular destacou, também a ampliação das Universidades Federais presentes no Estado: a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA). Os investimentos serão destinados para a chegada de novos cursos e construção de novos campi.
Além do investimento para a construção dos novos Institutos, será realizado também um investimento para os IFs já existentes, como novos restaurantes estudantis, laboratórios e blocos de sala de aula, às unidades que não possuam tais equipamentos.
Ver esta publicação no Instagram
BRASIL
Em todo o País, serão 100 novos campi, distribuídos por todas as unidades da Federação, gerando 140 mil novas vagas, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. Também participou da cerimônia de lançamento o ministro da Casa Civil, Rui Costa.
Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), serão investidos R$ 3,9 bilhões, sendo R$ 2,5 bi para a criação dos novos campi e R$ 1,4 bi para a consolidação de unidades dos IFs já existentes, com a construção de refeitórios estudantis, ginásios, bibliotecas, salas de aula e aquisição de equipamentos. O objetivo da nova expansão é aumentar a oferta de vagas na Educação Profissional e Tecnológica (EPT). A construção de novos campi nos municípios impacta, ainda, o setor da construção civil, o que gera emprego e renda.
A iniciativa envolve o Ministério da Educação, a Casa Civil, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO).
HISTÓRICO
Em 29 de dezembro de 2008, Lula sancionou a Lei nº 11.892, criando a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas. Nos governos Lula e Dilma, houve a maior expansão da história da Rede Federal, que é formada pelos Institutos Federais; pelos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) de Minas Gerais e do Rio de Janeiro; pelas Escolas Técnicas Vinculadas às Universidades Federais; pelo Colégio Pedro II; e pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).
Entre os anos de 2005 e 2016, foram criados 422 campi, sendo 214 entre 2005 e 2010, e 208 entre 2011 e 2016. Nesse período, também foram entregues ou incorporadas à Rede outras 92 unidades. Atualmente, são 682 unidades e mais de 1,5 milhão de matrículas. Com os novos 100 campi, a Rede Federal passará a contar com 782 unidades, sendo 702 campi de IFs.
