Eduardo Girão (Novo), senador e pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza nas Eleições Municipais de 2024, criticou de forma incisiva a gestão da segurança pública, tanto no âmbito estadual como no municipal. Segundo o postulante ao Paço Municipal, está havendo uma “completa omissão do poder público” no que diz respeito às políticas para o setor. O pré-candidato destacou ainda como vê a gestão do prefeito José Sarto (PDT) em relação à Saúde e à Economia.
De acordo com o senador, a Guarda Municipal de Fortaleza (GMF) – órgão vinculado à Prefeitura – poderia fazer mais, com uma “integração maior” com outros entes de segurança. Neste âmbito, as entidades policiais, como a Polícia Militar e a Polícia Civil, são de gestão do Governo do Estado. Girão destacou ainda as organizações criminosas, o que chamou de “poder paralelo”, como outro problema que precisa ser enfrentado. “Precisamos de autorização para entrar em uma comunidade à luz do sol e famílias são expulsas pelo poder paralelo”, lamentou.
Como lembrou o parlamentar, ele possui histórico na área da segurança, como empreendedor. Girão tinha negócios com duas empresas, a Servis Segurança, de segurança armada, e a Life, também do mesmo ramo. “Vejo a situação do dia a dia, de como está degringolando, muito pela covardia de quem está no poder”, disse o senador, que ainda mantém negócios com a Servis Eletrônica, que atua com inteligência na área de segurança.
“CIDADE ABANDONADA E PESSOAS LARGADAS”
Conforme o pré-candidato, desde o início do seu mandato no Senado, em 2019, quase R$ 35 milhões foram enviados a Fortaleza por ele como emendas. Segundo o postulante ao Paço Municipal, ele tem fiscalizado a Capital desde então. “Eu tenho visto uma cidade muito abandonada e pessoas largadas”.
“Isso me incomoda muito, como fortalezense, ver o meu conterrâneo nessa situação. Então a gente está conseguindo formar um time para não olhar para o projeto de poder, que é o que geralmente se faz na política, estar disputando a Eleição pensando em 2026”.
Girão pontuou, ainda, que as áreas da Saúde e da Economia são setores primordiais a serem pensados quando se fala em projeto para a Capital. Para a Saúde, o senador destacou ser necessário um atendimento mais humanizado e com o uso de novas tecnologias. “A gente vê a demanda que tem, as filas de espera que a população está enfrentando para fazer coisas simples”.
Para a economia, o parlamentar destacou que “enxugaria” a máquina, visando uma diminuição dos impostos. “Quem paga a conta é o pagador de impostos, e temos aí uma Taxa do Lixo que, com as chuvas, não dá resultado para a população”, criticou. Ele disse ainda que tentaria impulsionar o empreendedorismo na Capital.
“ [Vamos] ajudar no empreendedorismo, porque o cearense sabe se adaptar à situação e ser criativo, é um talento nosso. É um povo que tem o trabalho no sangue. Temos que potencializar isso e dar condições para que ele faça o seu trabalho com o mínimo de burocracia”.
