Intitulado “MicroMar”, o projeto conta com pesquisadores de várias instituições brasileiras. O objetivo é prover um diagnóstico atual, abrangente e inédito sobre essa temática no Brasil. A coordenação é do Prof. Guilherme Malafaia, do Instituto Federal Goiano (IF Goiano).
De acordo com o coordenador do projeto, até abril deste de 2024 a coleta em todos os estados brasileiros litorâneos já terá sido realizada, abrangendo uma área que vai da praia de Goiabal (localizada no município de Calçoene, no Amapá, próximo à fronteira com a Guiana Francesa) até a Barra do Chuí (no Rio Grande do Sul, na fronteira com o Uruguai).
Com o auxílio do grupo do Prof. Marcelo Soares, as amostras, segundo o coordenador, serão analisadas em laboratório, visando a quantificação e tipificação de microplásticos, construção e disponibilização de mapas de distribuição da poluição microplástica, bem como a determinação de índices de risco de polímero e de carga poluidora, entre outros dados. O projeto “MicroMar” prevê, ainda, o estabelecimento de correlações entre os níveis de poluição por microplásticos nas praias e variáveis oceanográficas, condições ambientais e aspectos gerais do litoral brasileiro.
“O projeto ‘MicroMar’ reúne, pela primeira vez, pesquisadores de instituições sediadas ao longo de todo o Brasil em busca de prover subsídios para a tomada de decisões locais, regionais e nacional, visando a prevenção de possíveis danos e a minimização de gastos futuros nas áreas ambiental e de saúde pública”, salienta o Prof. Tommaso, da UFC.
