Visando reflorestar e proteger o Rio Jaguaribe, a Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH) e a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) anunciaram que o “Projeto Cílios do Jaguaribe” está com lançamento previsto para o próximo dia 2 de abril. O lançamento do projeto será realizado no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), em Iguatu. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (28) durante reunião entre as duas secretarias. O lançamento fará parte da programação da Festa Anual das Árvores 2024, promovida pela Sema.
De acordo com o secretário executivo dos Recursos Hídricos, Aderilo Alcântara, o projeto é importante para o avanço ambiental. “Tratamos de mais detalhes do lançamento do Projeto Cílios do Jaguaribe, um importante avanço ambiental para a região que deverá ser lançado em breve, reflorestando e protegendo o nosso Rio Jaguaribe”, aponta.
Ao todo, o Projeto Cílios do Jaguaribe tem investimento total de R$ 2.8 milhões, oriundos da iniciativa de compensação ambiental da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O objetivo é realizar a recuperação de 35,45 hectares, entre Iguatu e Arneiroz, de áreas degradadas na bacia hidrográfica do Rio Jaguaribe com o plantio e manutenção de mudas nativas. O trabalho é executado por um Grupo de Trabalho que reúne representantes da Sema, SRH, Chesf e IFCE.

“Vai fornecer as mudas de nativas e apoiar tecnicamente o reflorestamento, no contexto do programa Ceará Mais Verde, um dos nossos eixos de atuação”, explicou a titular da Sema, Vilma Freire, sobre a contribuição nos eixos de atuação do trabalho.
Também estiveram presentes no encontro o secretário de Planejamento e Gestão Interna, Gustavo Vicentino, a assessora de gabinete, Gisela Piancó, ambos da Sema; e o orientador da Célula de Controle Socioambiental, Luis Carlos Rocha Mota, da Secretaria dos Recursos Hídricos.
MAIS SOBRE O PROJETO
Em novembro de 2023, foi dada a ordem de serviço para a execução do projeto que visa um trabalho de reflorestamento, florestamento e educação ambiental nos municípios de Iguatu e Arneiroz. O projeto é realizado em parceria com o Chesf, Sema, SRH e IFCE. Um Grupo de Trabalho (GT), com representantes de todos os órgãos participantes, se reúne periodicamente para definir as metas e ajustar as etapas de execução. A origem do projeto está relacionada a um passivo ambiental da Chesf para com o Ceará, uma condicionante referente à implantação de um linhão de 175 km entre Mossoró e Banabuiú. A obra destruiu matas nativas e na época, a licença ambiental foi autorizada, mediante o compromisso de a empresa distribuidora de energia implantar uma ação de reflorestamento.
