O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu, em ato na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (25), anistia aos presos pelos atos golpistas do 8 de Janeiro. O ato foi convocado por Bolsonaro e ocupou cerca de 6 quarteirões da via. “O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado. É buscar maneira de nos vivermos em paz. É não continuarmos sobressaltados. É por parte do Parlamento brasileiro uma anistia para aqueles pobres coitadas que estao presos em Brasilia. Nós não queremos mais que seus filhos sejam órfãos de pais vivos. A conciliação. Nós já anistiamos no passado quem fez barbaridas no Brasil. Agora nos pedimos a todos 513 deputados, 81 senadores, um projeto de anistia para seja feita justiça em nosso Brasil”, disse o ex-presidente. As informações são do G1.
O ex-presidente é investigado pela Polícia Federal por uma tentativa de golpe de Estado para mantê-lo no poder e evitar a eleição do presidente Lula (PT). Bolsonaro chegou à Paulista por volta de 14h20, junto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Bolsonaro discursou em um trio elétrico estacionado nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Além do governador paulista, estiveram presentes na manifestação a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, os governadores Romeu Zema, de Minas Gerais; e Ronaldo Caiado, de Goiás; além de parlamentares da direita brasileira e o pastor Silas Malafaia, um dos organizadores de ato. Ele fez críticas tanto ao STF como ao TSE em seu discurso, atacando o ministro Alexandre de Moraes durante as eleições de 2022. O pastor afirmou, ainda, que há uma “engenharia do mal” para prender o ex-presidente.
Os deputados cearenses Carmelo Neto (estadual) e André Fernandes (federal), ambos do PL, também participaram do ato. “Hoje é dia de ir para a rua”, disse Carmelo, que compartilhou momentos do evento em suas redes sociais. “Sempre ao lado dele, meu líder”, escreveu André Fernandes ao publicar uma foto na qual aparece ao lado de Bolsonaro, no trio elétrico.
Durante seu discurso, Bolsonaro também negou ter tentado dar um golpe de Estado. Em geral, os discursos fizeram a defesa de Bolsonaro e do governo do ex-presidente. Já a ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, fez um discurso de motivação religiosa. “Desde 2017, nós estamos sofrendo, nós estamos sofrendo por exaltarmos o nome de Deus, porque o meu marido foi escolhido e por que ele declarou que era Deus acima de tudo”, disse Michelle.
ORGANIZAÇÃO
A Polícia Militar mobilizou 2 mil homens homens para fazer a segurança na Avenida Paulista. Por voltas das 14h30, mais de três quarteirões da via estavam ocupantes pelos apoiadores de Bolsonaro. Jair Bolsonaro foi intimado para prestar depoimento na Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, na última quinta-feira (22), porém permaneceu calado. Ele, entretanto, no decorrer dos últimos dias, anunciou a mobilização em suas redes sociais e disse que seria um ato pacífico, pelo nosso Estado democrático de direito, pela nossa liberdade, família e futuro. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, alvo de operação da PF na investigação sobre a tentativa de golpe e preso em flagrante no dia 8 por estar com uma arma irregular e com uma pepita de ouro, discursou mais cedo no carro de som e disse que, graças aos eleitores de Bolsonaro, o PL se tornou o maior partido do Brasil.
