Mais de 1 milhão de pessoas no Ceará mora em residências onde não há coleta de lixo. Conforme novo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), referente ao Censo Demográfico de 2022, 15% da população do Estado não recebe o serviço. Na Capital, 99,6% das Pessoas em Domicílio (DPPO) possuem coleta de lixo em suas residências. Ainda de acordo com o estudo, há outros quatro destinos possíveis caso o lixo não seja coletado. A pesquisa detalha os métodos mais utilizados pela população residente: 0,33% (29.274) enterram o lixo em sua propriedade; 13,41% (1.175.986) queimam o lixo em sua propriedade; 0,97% (85.278) jogam o lixo em terreno baldio, encosta ou área pública; e outros 0,2% (17.718) dão outros destinos ao lixo.
Em âmbito nacional, o percentual da população que mora em residências onde há o serviço de coleta direta ou indireta de lixo é de 90,9%, pouco mais de cinco pontos percentuais superior ao registrado no território cearense. No Brasil, 7,9% das pessoas em DPPO possuem o lixo domiciliar queimado na propriedade, enquanto para 0,3% o lixo era enterrado na propriedade. De acordo com 0,6% da população, o lixo era apenas “jogado em terreno baldio, encosta ou área pública”. O Censo 2022 registrou ainda a ocorrência de “outro destino” do lixo domiciliar, abrangendo 0,3% da população.
Conforme Bruno Perez, analista de pesquisa do Censo, a “grande cobertura” nacional do serviço de coleta de lixo pode ser explicada pela “simplicidade” da infraestrutura necessária para a coleta. “Ainda existe, no entanto, uma desigualdade regional significativa, como no caso do Maranhão”, acrescentou. No Estado, apenas 69,8% dos residentes possuem serviço de coleta de lixo.
Os dados do Censo 2022 mostram ainda que o acesso à coleta de lixo é mais limitado nos municípios com menor contingente populacional. Naqueles com menos de 5 mil habitantes, somente 78,9% da população residia em domicílios com coleta de lixo. Porém, nos municípios com 500.001 ou mais habitantes, a coleta de lixo chegava a 98,9% das pessoas. Apenas três cidades brasileiras apresentaram 100% de cobertura da coleta: Santa Cruz de Minas-MG; Águas de São Pedro-SP e Presidente Lucena-SP.
