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IBGE: 34,7% dos cearenses vivem com fossas rudimentares ou buracos como esgotamento

Foto: Divulgação/IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (23), um novo levantamento referente ao Censo Demográfico 2022, o último realizado. Conforme a pesquisa, 34,67% da população cearense mora em residências com fossas rudimentares ou buraco. A porcentagem equivale a 3.040.673 pessoas. De acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), o modelo de esgotamento não é adequado. No Estado, 8.771.496 (99,7% da população) cearenses estão inseridos como Pessoas em Domicílio (DPPO).

Além dos quase 35% que moram em residências onde o esgotamento sanitário é feito por fossa rudimentar ou buraco, o levantamento traz ainda outros pontos que valem ser mencionados:

  • 20,01% dos cearenses em DPPO utilizam fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede como esgotamento sanitário;
  • 2,91% dos cearenses em DPPO utilizam fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede como esgotamento sanitário;
  • 1,52% dos cearenses em DPPO utilizam esgotamento sanitário em outra forma;
  • 40,09% dos cearenses em DPPO utilizam esgotamento sanitário em rede geral, rede pluvial, ou fossa ligada à rede;
  • 0,88% dos cearenses em DPPO utilizam esgotamento sanitário em rio, lago, córrego ou mar;
  • 1,07% dos cearenses em DPPO não possuem banheiro ou sanitário;
  • 1,76% dos cearenses em DPPO não possuem esgotamento sanitário em vala.

Ainda conforme o levantamento, apenas 37,18% das pessoas em DPPO possuem esgotamento sanitário ligado à rede geral ou pluvial. O índice, que equivale a menos da metade da população cearense, engloba 3.261.008 pessoas.

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No Brasil, de acordo com a pesquisa, a proporção de domicílios com acesso à rede de coleta de esgoto chegou a 62,5% em 2022. Em âmbito nacional, as duas soluções de esgotamento mais comuns são rede geral ou pluvial, com 58,3% das pessoas em DPPO, e fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede, com 13,2%. Ainda no cenário brasileiro, 24,3% das pessoas em DPPO usam recursos precários de esgotamento sanitário. Dentre os recursos precários, 19,4% utilizam fossa rudimentar ou buraco, média inferior que a cearense em mais de 15 pontos percentuais.

Conforme Bruno Perez, analista da pesquisa, a coleta de esgoto é o serviço de saneamento básico que considera mais difícil. Segundo o especialista, isso ocorre pois ela demanda uma estrutura mais cara do que os demais serviços. “O Censo 2022 reflete isso, mostrando expansão do esgotamento sanitário no Brasil, porém com uma cobertura ainda inferior à da distribuição de água e à da coleta de lixo”, explicou.

FORMAS DE ESGOTAMENTO ADEQUADAS

O Plansab estipula três modelos de esgotamento sanitário adequados, são eles: rede geral ou pluvial; fossa séptica ou fossa filtro ligada à rede; e fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede. No território cearense, 58,1% estão inseridos nos modelos adequados pelo Plansab. A porcentagem é inferior à nacional (75,7%) em 17,6 pontos percentuais.