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Transição energética: Petrobras e BNDES vão criar fundo para apoiar startups de inovação

A Petrobras e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) iniciaram estudos para estruturar um fundo para apoiar micro, pequenas e médias empresas de tecnologia e inovação na área de transição energética. O anúncio foi feito pela estatal nesta quarta-feira (21). O fundo será na modalidade Corporate Venture Capital (CVC), do português ‘capital de risco corporativo’ – no qual grandes companhias investem em startups -, e prevê o montante de US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) para a estratégia de investimentos até 2028, quando a vigência da parceria será finalizada. Os valores a serem aportados neste primeiro CVC ainda serão submetidos às instâncias internas de aprovação da Petrobras e do BNDES.

Na fase inicial do estudo, a Petrobras e o BNDES vão identificar os setores mais promissores para o tipo de investimento, considerando dois temas relacionados à transição energética: a diminuição de fontes de energia poluentes, como os combustíveis fósseis, em troca de energias limpas como eólica, solar e biocombustíveis; e o alinhamento às estratégias de longo prazo das duas entidades. A iniciativa foi acertada por meio de um acordo de cooperação técnica assinado em julho do ano passado. A atuação entre o banco e a petrolífera é voltada para as áreas de óleo e gás, com foco em três setores: pesquisa científica; transição energética e descarbonização; e desenvolvimento produtivo e governança.

Os objetivos da parceria são originação de negócios; desenvolvimento de fornecedores e mercados; e inteligência tecnológica. Além disso, esperam remuneração do capital, ou seja, recuperar com ganhos financeiros o valor investido. No comunicado distribuído pela Petrobras, o presidente da estatal, Jean Paul Prates, afirmou que a parceria “servirá de alavanca de crescimento para a captura de valor da inovação em energias de baixo carbono”, em linha com estratégias divulgadas no plano estratégico 2024-2028.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, investir em transição energética e em inovação é a solução para a garantia do desenvolvimento sustentável da economia brasileira.

“O capital de risco é uma ferramenta importante para financiar micro, pequenas e médias empresas inovadoras, e o envolvimento de grandes empresas públicas, como BNDES e Petrobras, é um estímulo fundamental para que tenhamos novos saltos tecnológicos no país”, afirmou.

GESTÃO INDEPENDENTE

Conforme a Petrobras, esse primeiro fundo de CVC da companhia seguirá normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), instituição ligada ao Ministério da Fazenda responsável por fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado de valores mobiliários no BrasilO gestor do fundo será escolhido por meio de edital público e terá independência para as decisões e investimentos. “A tese de investimento abrangerá negócios inovadores relacionados a energias renováveis e de baixo carbono que acelerem o posicionamento da Petrobras na transição energética”, explicou a estatal.