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Marcelo Paz critica arbitragem do Clássico-Rei e diz que futebol brasileiro está prostituído

Foto: Mateus Lotif/ Fortaleza EC

Na tarde desta segunda-feira (19), o CEO do Fortaleza Marcelo Paz concedeu entrevista coletiva e falou sobre o Clássico-Rei, especificamente criticando a arbitragem, e sobre os volantes Felipinho e Bruno Gomes que estavam apalavrados com o clube, entretanto terminaram acertando com o Internacional do Rio Grande do Sul e Athletico do Paraná, respectivamente. Paz disse que o futebol brasileiro está prostituído.

Sobre os meio-campistas, Paz confirmou que ambos haviam acertado com o Tricolor de Aço, no entanto terminaram indo para dois clubes da Região Sul. Felipinho jogará esta temporada no Athletico/PR, enquanto Bruno Gomes fará parte do elenco do Internacional/RS. Ele afirmou que os atletas não honraram a palavra dada, enganaram o clube e fez severa avaliação sobre o futebol brasileiro, principalmente ao se referir ao mercado. “Se vive um mercado no futebol brasileiro prostituído”, detonou.

O executivo tricolor frisou que Felipinho e Bruno Gomes, por meio dos empresários, discutiram salários, contratos, condição, comissão, tudo. “O Fortaleza foi enganado, mas prefiro ser enganado do que ser enganador. Jogadores deram a palavra por representantes e depois mudaram o destino“, lamentou Marcelo Paz.

OS VOLANTES

Marcelo Paz informou que Felipinho estava na Ponte Preta/SP e telefonou para o executivo de futebol do Fortaleza, Bruno Costa. Segundo o dirigente do Leão, o atleta chorou ao pedir para fazer parte do elenco do Laion. Com relação a Bruno Gomes, lembrou que ele pertencia ao Coritiba/PR e jogou o pré-olímpico pela Seleção Brasileira e que o Inter anunciou a contratação do jogador quando esse vestia a camisa da Canarinho.

O dirigente destacou ainda que está à procura de jogadores que queiram verdadeiramente defender busca por atletas que queiram jogar no Fortaleza, fazendo referência aos reforços adquiridos para esta temporada.

É muito importante estar aqui quem quer estar. Tenho que valorizar o Kusevic, que quis vir; o Luquinhas, que quis vir; o Moisés, que voltou ganhando menos. O Tomás Cardona, que era capitão do Defensa Y Justicia, e quis vir para cá, sabendo que ia brigar com o Titi. A gente tem que valorizar as pessoas que estão aqui e querem vestir nossa camisa“, ressaltou Marcelo Paz.

ARBRITAGEM

Ao ser indagado sobre o Clássico-Rei, ocorrido no sábado (17), Marcelo Paz fez referência à arbitragem que, na opinião dele, prejudicou o Fortaleza, tendo em vista a marcação do pênalti a favor do Ceará que resultou no gol de empate no final da partida. “A arbitragem estava indo muito bem até o momento de errar de forma determinante no jogo, porque foi mão do Barceló. O Escobar viu, o Tite viu, O Zé Welison viu, mas o bandeira não viu e o árbitro não viu. Interferiu diretamente e não vencemos o clássico”, comentou, ressaltando que não quer ser injusto, pois está falando de seres humanos, que são sujeitos a erros.

Paz diz não entender a escala do árbitro, que não está no topo da arbitragem do futebol cearense. Ele, no entanto lembrou que os árbitros não recebem salários e acredita que isso pode ter interferência na preparação desses profissionais, pois não têm dedicação exclusiva à atividade. “O erro de sábado pode custar quem chega com vantagem numa possível final”, frisou.

O CEO do Fortaleza defende que os árbitros devem ser melhor remunerados, ter contrato e, principalmente, dedicação exclusiva. Destacou ainda que o futebol brasileiro já oferece condições para isso. Na visão de Paz, essas mudanças mudariam para melhor o nível da arbitragem brasileira.