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Evandro rebate crítica de Cláudio Pinho na Alece e diz que Casa respeita Regimento Interno 

Evandro Leitão e Cláudio Pinho, respectivamente. FOTOS: REPRODUÇÃO/ALECE

O ano da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) acabou de começar e as tensões da disputa eleitoral já elevam a temperatura das sessões. Ontem, os ex-correligionários Cláudio Pinho (PDT) e Evandro Leitão (PT) protagonizaram um momento de crítica e de réplica inesperado, nesta terça-feira (6), na primeira sessão ordinária do ano.

Durante o primeiro expediente, Cláudio Pinho criticou a interpretação do Regimento Interno da Alece, ao longo de 2023. Segundo o parlamentar, no ano passado, “(as interpretações) eram modificadas a cada discussão calorosa”. “Somos 46 deputados com as mesmas obrigações, com pensamentos divergentes, mas temos uma função nesta Casa. E é por isso que estou vindo logo no começo da legislatura para me posicionar”, afirmou.

O presidente da Casa, Evandro Leitão, não gostou da fustigada de Pinho. Em aparte, ele negou que a leitura do Regimento fosse mudada, em benefício de qualquer argumento. “Como presidente da Casa, tenho que protegê-la, defendê-la. A Comissão da Reforma do Regimento passou 18 meses estudando artigo por artigo. Não é a presidência, é uma comissão formada. Então não condiz com a realidade, é um equívoco”, rebateu. 

Evandro é conhecido por uma presidência marcada por diálogo e tom conciliador, que costuma agradar até mesmo opositores políticos antipetistas, como Dr. Silvana (PL). A investida de Cláudio Pinho antecipa outros conflitos entre a base de Elmano e a oposição. 

Depois de um ano de crise interna, em que parte do PDT agia como oposição sem se assumir como tal, a sigla pode adotar uma postura mais clara em 2024. O presidente estadual do partido, Flávio Torres, prometeu procurar Evandro para pedir a troca da liderança do PDT na Casa. Hoje, o posto é ocupado por Guilherme Landim, parlamentar da base de Elmano, do grupo aliado ao senador Cid Gomes e um dos pedetistas que tentam deixar a sigla.

O argumento é de que o partido teria o direito de escolher seu líder, e que alguém que não segue suas diretrizes, não poderia ocupar a posição. Se o movimento de Torres ser certo, é Cláudio Pinho quem deve assumir a função. Enquanto não se resolve a questão, o PDT — com ou sem líder — ainda tem na Alece uma maioria que vota com o Palácio da Abolição e segue as posições de Cid Gomes.

Disputa em Maracanaú

Na tribuna, a tensão também se instaurou numa troca entre os deputados Júlio César Filho (PT), Lucinildo Frota, recém-filiado ao PDT, e Firmo Camurça. Os dois primeiros ocupam hoje lados opostos na Alece, mas são pré-candidatos à Prefeitura de Maracanaú e fazem oposição ao atual gestor, Roberto Pessoa.

O petista criticou os gastos da prefeitura com um bloco carnavalesco local e com patrocínio a uma escola de samba carioca. Os pontos foram endossados por Lucinildo. Citado em meio às críticas, Firmo Camurça, correligionário de Pessoa, entrou na discussão e acusou Júlio César de desconhecer o município. O bate-boca terminou com a intervenção do presidente da Casa. A disputa de 2024 promete.