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Em busca de reajuste, professores de Fortaleza ocupam a CMFor novamente, nesta terça (6)

Ato na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), nesta terça-feira (6). Foto: Divulgação/Sindiute

Os professores da rede pública de ensino de Fortaleza se manifestaram pela segunda vez em menos de uma semana na Câmara Municipal de Fortaleza (CMFor), nesta terça-feira (6). A categoria, liderada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), está em paralisação das aulas desde o último dia 29 de janeiro. Os profissionais já haviam realizado um ato na última quinta-feira (1º de fevereiro) na Casa do Legislativo. Com o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), já foram realizadas duas reuniões, mas ainda sem acordo.

Na ocasião, em que os professores ocuparam o auditório e a área externa do prédio, os 43 vereadores foram cobrados publicamente, e uma comissão, com a participação de parlamentares da base aliada e da oposição ao prefeito, recepcionou as demandas apresentadas pela presidente do sindicato, Ana Cristina Guilherme. O parlamento reiterou a posição de mediação entre trabalhadores e Governo. Nesta quarta (7), vai ocorrer uma nova assembleia da categoria, na Escola Municipal de Tempo Integral Filgueiras Lima, quando o sindicato deve discutir com todos os profissionais o futuro do movimento.

Os profissionais estão reivindicando reajuste salarial de 10,09% – equivalente à soma de reajustes pendentes de 2017 e 2024 -, incorporação total dos 20% da gratificação de regência de classe, direito à licença prêmio e anuênio para os professores do concurso de 2022, inclusão dos funcionários de escola no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) da Educação, aplicação da CLT para professores substitutos e aumento do teto de contribuição previdenciária.

Em sua primeira proposta, conforme o Sindiute, a Prefeitura de Fortaleza propôs um aumento de 4,62%, sendo 3,62% retroativo a janeiro e o restante, mais um ponto percentual, aplicado a partir de junho. Além disso, Sarto ofereceu a incorporação de 5,5% da regência ao salário base dos professores. Com a proposta, o percentual da citada gratificação passaria a ser de 14,5%. Já a Prefeitura afirma que tal proposta de reajuste é de 10,374%, já que a regência, no caso, é considerada como integrante do acréscimo salarial. O sindicato, por outro lado, reforça que a incorporação da regência da classe não representaria um acréscimo salarial, mas sim a transformação de parte de uma bonificação em direito definitivo.