O conjunto de ações que projeta a nova política industrial do país, divulgada no dia 22 de janeiro, vem gerando debates entre o poder público e a iniciativa privada. Na segunda-feira (29), a temática marcou a abertura do Opening Meeting no Rio de Janeiro. A defesa da nova política do setor foi destaque no evento que inicia a agenda de trabalhos do B20 Brasil, grupo que reúne entidades empresariais das 19 maiores economias do mundo junto a União Europeia, o G20.
De acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, a Nova Indústria Brasil contém um conjunto de ações capazes de acelerar a neoindustrialização. “Precisamos ganhar vantagens competitivas para nossas indústrias. Vamos descarbonizar a nossa indústria para recuperar a nossa manufatura, para agregar valor e empregos de qualidade. O B20 e o G20 nos dão essa oportunidade de trabalharmos juntos por esses objetivos”, afirmou.
Entre as ações do projeto, o destaque foi para o ‘Plano Mais Produção’, que contará com linhas de crédito no valor de R$ 300 bilhões. Os recursos serão destinados por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos sob quatro temas transversais, sendo inovação, produtividade, descarbonização e exportações.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), chamou atenção para a convergência entre os pilares que orientarão os trabalhos do B20 e os desafios mundiais. “O Brasil pode fazer toda a diferença nesse momento, de pós-pandemia, alta de inflação e guerra. Segurança alimentar, segurança energética, a agenda do clima são temas em que o Brasil é protagonista e para os quais podemos dar grandes contribuições para o mundo”, disse.
BRASIL NO G20 E B20
Desde 2023, o Brasil ocupa as presidências rotativas dos grupos que reúnem governos e setor privado das maiores economias do mundo. No B20 Brasil, cabe à CNI coordenar os trabalhos de debates entre as entidades empresariais, que devem reunir mais de 1 mil líderes empresariais, na construção de propostas dentro de sete forças-tarefa e do conselho de ação, que serão entregues na cúpula de chefes de Estado do G20, prevista para acontecer em novembro.
“É uma oportunidade ímpar para mostrarmos ao mundo o potencial das nossas empresas e do país. Pela sua relevância global, a atuação do G20 e do B20 é essencial para vencermos os desafios da mudança climática dos conflitos geopolíticos e das desigualdades sociais”, destacou Alban.
