Secretária executiva do Ministério da Educação, Izolda Cela definiu seu destino partidário, após mais de um ano sem legenda.
Ela será uma das novas filiadas que o PSB recebe no grande evento que prepara para o domingo (4), na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). Comandado no Estado por Eudoro Santana, pai do ministro Camilo (PT), o PSB foi a legenda escolhida por Cid Gomes e aliados, após anunciarem saída do PDT.
Aliada de Cid, Izolda deixou o PDT antes das eleições de 2022. A então governadora do Estado foi preterida pelo partido na hora a escolha de um nome para disputar as eleições. Ela era o nome que o PT desejava ver candidata, numa manutenção da aliança dos dois partidos.
O grupo de Ciro Gomes, candidato presidencial à época, bancou o nome de Roberto Cláudio. O episódio definiu o racha do PDT no estado. Izolda deixou o partido, Roberto e Ciro saíram derrotados e um petista, Elmano de Freitas, chegou na frente na corrida pelo Abolição.
Desde o racha, Izolda continuou próxima de seu companheiro de Abolição, Camilo Santana, e dos petistas. Seu nome chegou a ser citado como uma das possibilidades para assumir o MEC. Na gestão Lula, a ex-governadora adotou uma postura de executiva, técnica, evitando os temas da política partidária e eleitoral.
O nome de Izolda tem sido citado como uma possível candidata à Prefeitura de Sobral. Teria o apoio de Ivo Gomes, atual gestor, outro quadro pedetista que está de mudança para o PSB. Ivo não é o único. Mais de 40 prefeitos devem trocar um partido pelo outro no fim de semana, mais de 100 vereadores e nomes fortes, como o de Izolda.
A pendência que existe é quanto aos deputados estaduais e suplentes do PDT, que desejam trocar de legenda, mas, por conta da lei eleitoral, precisam garantir na justiça que não perderão seus mandatos. Evandro Leitão, presidente da Alece, foi o primeiro a tomar esse rumo. Provou na justiça ter sofrido perseguição interna e conseguiu deixar o PDT para entrar no PT.
