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Polícia Civil fecha 2023 com R$ 8 milhões em bens sequestrados de suspeitos de tráfico de drogas

As drogas incineradas com autorização da Justiça foram apreendidas entre 2019 e 2023. Foto: Divulgação/ Ascom PCCE

Durante todo o ano passado, a Polícia Civil do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Narcóticos (Denarc) prendeu 60 pessoas e incinerou três toneladas de drogas, além apresentar um saldo superior a R$ 8 milhões em bens sequestrados.

Com  várias operações em curso e investigações continuadas, a Denarc trabalha diretamente com o combate ao tráfico de drogas, uma das maiores fontes de renda de grupos criminosos, que atuam no Estado. A venda e a distribuição de entorpecentes contribui para o fortalecimento dessas quadrilhas, que usam o dinheiro na compra de veículos e imóveis, bem como outros objetos de valor.

O trabalho estratégico e de inteligência dos policiais civis lotados na Denarc resultou na representação de 188 mandados de busca e apreensão, o que na maioria culminou nas apreensões dos entorpecentes, armas, veículos, joias, eletrônicos e dinheiro em espécie, além de prisões em flagrante.

Para o delegado titular da Denarc, Adriano Félix, o trabalho da especializada é fundamental para o enfraquecimento desses indivíduos que buscam na venda de drogas status de poder.

“A Denarc trabalha focada em três vertentes. A primeira, claro, fazer a prisão dos indivíduos envolvidos com a traficância de entorpecentes, alguns deles, inclusive, chefes de grupos criminosos; a segunda, o sequestro de bens. Ano passado, tivemos o recorde de representação de bloqueio patrimonial, que foi de 8 milhões e 128 mil reais, no total; e terceiro, o administrativo, pois a Denarc é a responsável pela destruição de toda a droga apreendida pelas Forças de Segurança do nosso Estado”, explica o delegado Adriano Félix.

INCINERAÇÃO DE DROGAS

Em 2023, a Denarc realizou duas incinerações que culminaram na queima de cerca de três toneladas de drogas. Os entorpecentes, que foram incinerados após autorização judicial, fazem parte de inquéritos policiais instaurados entre os anos de 2019 e 2023. O material ilícito foi apreendido a partir de ações ocorridas nas cidades de Aquiraz, Ararendá, Canindé, Caucaia, Fortaleza, Frecheirinhas, Horizonte, Ipueiras, Iracema, Maracanaú, Maranguape, Mombaça, Nova Russas, Pacajus, Pacatuba, Quixadá, Redenção, Saboeiro, Sobral, Tianguá, Ubajara, Viçosa do Ceará e em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.

Logo que esses entorpecentes são apreendidos, em qualquer delegacia do Estado, são encaminhados à unidade especializada, onde passam por todos os trâmites judiciais para a liberação da queima. O delegado reforça, ainda, que essa etapa é importantíssima, uma vez que simboliza o fim da existência do material ilícito.

“Com a apreensão dessas drogas e sua destruição, fica claro que estamos tirando de circulação um produto nocivo à saúde que poderia estar nas mãos de jovens, os quais se viciam e são recrutados por grupos criminosos. Por isso, reforçamos a importância do combate ao tráfico de drogas no nosso estado, que é uma das prioridades de enfrentamento da Polícia Civil”, ressaltou Adriano Félix.

SEQUESTRO DE BENS

Outras ações exitosas apresentadas pela Denarc estão na representação de sequestro patrimonial de grupos criminosos. Em todo o ano passado, foi solicitado o sequestro de pouco mais de R$ 8 milhões em bens, entre eles, carros de luxo, imóveis de alto padrão e contas bancárias. Muitos desses bens são utilizados para a prática criminosa. Isso deixa claro o trabalho ininterrupto das Forças de Segurança para asfixiar e enfraquecer esses grupos. Os indivíduos são monitorados, identificados e presos. Além dos bloqueios dos bens, a Denarc finalizou o ano com a apreensão de armas de fogo e diversas munições dos mais variados calibres.