Prefeitura e representantes dos professores da rede municipal de ensino se reuniram na tarde desta segunda-feira (29) para tratar sobre o reajuste dos servidores. Conforme o prefeito José Sarto (PDT), ficou agendada uma nova reunião, na sexta-feira (2), para a “Prefeitura apresentar uma proposta”. Também nesta segunda, em assembleia realizada pelo Sindicato União dos Trabalhadores em Educação de Fortaleza (Sindiute), os professores aprovaram estado de greve pela cobrança de reajuste salarial de 10,09%. Os docentes cobraram a aplicação do reajuste com o objetivo de alcançar o atual piso do magistério de R$ 4.580,57 no vencimento inicial.
“O estado de greve é uma forma de mostrar disposição para a paralisação, caso necessário, pois os direitos devem ser ampliados e não retirados”, pontuou Ana Cristina Guilherme, presidenta do sindicato.
Segundo o Sindiute, a classe acompanha o caso com “profunda preocupação e indignação”, acusando a gestão municipal de “negligência”. “Durante todo o mês de janeiro, aguardamos uma audiência com a Prefeitura, inclusive utilizando meios de comunicação para cobrar esse diálogo essencial. No entanto, mais uma vez, fomos desapontados pela inércia do prefeito [José Sarto], que não iniciou as negociações antes do início do calendário letivo. Esta atitude irresponsável pode resultar no adiamento do início das aulas, afetando toda a comunidade escolar”, disse o Sindiute, em carta aberta aos professores.
“Além disso, repudiamos o confisco de 14% do salário dos aposentados, e exigimos a devolução imediata desse valor. O pagamento do precatório, que está travado desde 2015, é uma dívida que o Prefeito José Sarto precisa honrar”.
Uma nova assembleia dos professores foi marcada para a manhã desta terça-feira (30), para discutir os resultados da audiência. Caso o sindicato e a Prefeitura não cheguem a um entendimento, os educadores deverão paralisar as atividades no primeiro dia de volta às aulas em Fortaleza, na próxima quinta-feira, 1º de fevereiro.
PREFEITURA
Conforme a gestão municipal, houve um aumento real de 20% na folha salarial dos professores em 2023. Além disso, a Prefeitura argumenta ter superado as obrigações constitucionais, destinando 27,5% da receita para a área de Educação. “A educação sempre foi tratada com máxima prioridade pela nossa gestão”, escreveu o prefeito Sarto em suas redes sociais. “Outro dado importantíssimo: do ano passado para cá, a folha de pagamento dos professores aumentou em 20%”.
“Concurso público para professores, reforma e expansão do nosso parque escolar, ações de valorização profissional e incentivo a educação permanente são alguns dos nossos esforços. A reunião é mais uma demonstração do nosso compromisso de dialogar com a categoria e ofertar um ensino público de qualidade para nossas crianças e adolescentes.”
