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Nova política para desenvolver indústria brasileira deve beneficiar o Ceará, diz especialista

Foto: Nívia Uchoa/ Governo do Ceará

O plano de ações para estimular a indústria brasileira deve gerar benefícios ao setor também no Ceará. Para o economista Ricardo Coimbra, o objetivo do Governo Federal, com essa política de médio e longo prazos, fazer com que a indústria passe a ter uma dinâmica maior na geração de riquezas no País. Com isso, a tendência é a participação do setor no fortalecimento do produto industrial bruto (PIB) cresça. Atualmente, a indústria é responsável por 26,3% do PIB. O foco é que até 2033, a participação industrial seja responsável por 50%.

“E importante observar os direcionamentos. Setores agroindustriais cearenses podem se beneficiar. Segmentos relacionados à saúde, na parte produção de produtos médicos, farmacêuticos. A indústria cearense nesse segmento não é tão forte, mas tem especificidades em relação a isso”, destacou Ricardo Coimbra.

Sobre a parte de infraestrutura, que engloba saneamento básico, moradia, mobilidade sustentável, Ricardo Coimbra ressalta que é possível ter investimentos nessa área. Em relação ao desenvolvimento digital, o economista destacou que o Ceará ao longos dos anos vem se potencializando como novo mecanismo de desenvolvimento digital no Brasil. Lembrou ainda que o hidrogênio verde pode alavancar o setor no Estado.

ESTIAGEM

A respeito de como o setor industrial poderia se desenvolver no Ceará enfrentando períodos severos de estiagem, Ricardo Coimbra falou que cabe ao Governo do Estado atrair empresas que trabalham com energia limpa, com destaque para a solar e eólica, principalmente em solos onde existe maior dificuldade para o desenvolvimento da agroindústria.

O economista ressalta que o Governo do Ceará deve focar também no desenvolvimento da piscicultura, fortalecer a agroindústria no perímetros irrigados, por meio dos canais que estão sendo implementados no últimos anos para amenizar as consequências dos períodos de seca. Segundo Ricardo Coimbra, o Governo atrai a potencialidade do pequeno, do médio produtor. Frisa que a o desenvolvimento dessa produção pode ser por meio de cooperativas, com a capacidade de dimensionar e comercializar os produtos com mecanismos de incentivo estatal. “O Estado quando a gente fala, não é só de programas como esse do Governo Federal, mas do Governo do Estado e em parceria com os municípios”, concluiu.

NOVA INDÚSTRIA BRASIL

O programa Nova Indústria Brasil (NIB) foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta segunda-feira (22) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). De acordo com estudos técnicos, o programa garantirá ao País um financiamento de R$ 300 bilhões até 2026. Conforme o Presidente, o Brasil possui “seis missões” para o setor industrial até 2033, nas áreas da agroindústria, saúde, infraestrutura, transformação digital, bioeconomia e defesa.

De todo o valor destinado ao NIB, R$ 106 bilhões foram anunciados durante a primeira reunião do CNDI, em julho do ano passado. Os R$ 194 bilhões restantes foram incorporados provenientes de três diferentes fontes de recursos: Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).