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Ministério Público cobra ações de combate à violência entre torcidas organizadas do Ceará

Foto: Bruno Aragão/cearasc.com

O Ministério Público cobrou, em reunião nesta segunda-feira (22), o presidente do Ceará, João Paulo Silva, para que o clube promova ações de combate à violência entre suas torcidas organizadas. O pedido foi feito por meio do Núcleo do Desporto e Defesa do Torcedor (Nudtor). Durante a reunião, o promotor de Justiça e coordenador do Nudtor, Edvando França, ressaltou que foram aplicadas medidas educativas contra as torcidas organizadas Movimento Força Independente (MOFI) e Torcida Organizada do Ceará (TOC) após serem registrados episódios de tumulto, agressões físicas com violência mútua e cânticos homofóbicos.

Os casos ocorreram no último dia 13 de janeiro deste ano, no cruzamento das avenidas 13 de Maio com Universidade, antes de treino aberto promovido pelo Ceará no PV – mais de 14 mil torcedores compareceram ao evento. “Causa incompreensão social de como que duas torcidas do mesmo clube protagonizam entre si cenas de barbárie dentro das praças esportivas e de seu entorno”, ressaltou Edvando França.

O MPCE oficiou o Ceará para que, em até 10 dias, apresente ao órgão ministerial as providências tomadas pelo clube para inibir a violência de suas torcidas. “As medidas de repressão precisam ser aplicadas com rigor, já que as referidas torcidas estão prejudicando o clube, seus torcedores e a sociedade em geral, que se sente insegura diante da violência”, frisou Edvando. A Polícia Militar, em parceria como o MP, já vêm atuando para inibir a violência no entorno e dentro dos estádios. O cadastro da biometria facial para entrar nas praças esportivas, por exemplo, já está em fase de implantação.