O prefeito Hérberlh Mota (PT) participou na última semana do evento de qualificação da Busca Ativa Vacinal (BAV) com representantes do Governo do Estado e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Ao lado da secretária de Saúde de Baturité, Maria Auxiliadora Bessa, e das ex-secretárias Syonara Cidade e Joana Furtado, o gestor municipal discutiu a importância da busca ativa contínua e de forma intersetorial em todo o Brasil.
“Baturité conta hoje com a maior cobertura vacinal do Estado do Ceará, graças aos esforços incansáveis de toda nossa equipe da Saúde e demais secretarias”, ressaltou o prefeito.
O encontro teve representantes da Saúde de Pacoti, Pacatuba, Itaitinga, Jaguaribe, Icapuí, Russas e Eusébio, que compartilharam experiências e ideias sobre a temática.

ESTRATÉGIA
Em 2023, Baturité alcançou a maior cobertura vacinal do Estado e foi utilizado como referência pelo Governo do Estado durante assinatura de Termo de Adesão à Busca Ativa Vacinal. A estratégia foi utilizada como projeto-piloto no Município, e contribuiu para identificar crianças menores de 5 anos com atraso vacinal ou não vacinadas. As ações de mobilização e busca ativa geraram resultados expressivos no Município. No fim da campanha, realizada de maio a novembro de 2022, mais de 95% das crianças de Baturité foram imunizadas contra a poliomielite, além de receber doses de outras vacinas previstas no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.
A BAV usa uma metodologia social e uma ferramenta tecnológica disponibilizada gratuitamente para os municípios (acesse aqui) e contribui para identificar crianças menores de 5 anos com atraso vacinal ou não vacinadas; estabelecer estratégias para encaminhamento delas aos serviços de saúde e atualizações de vacinação; monitorar a cobertura vacinal; acompanhar a situação vacinal da população-alvo; e identificar e responder a vulnerabilidades que levam à não vacinação. A estratégia incentiva a participação de diferentes áreas na BAV – como Saúde, Educação, Assistência Social, entre outras –, fortalecendo a rede de garantia de direitos.
No Brasil, segundo a Unicef, as coberturas vacinais vêm caindo desde 2015, colocando o País em alerta para o perigo do retorno de doenças evitáveis. A cobertura da vacinação contra a poliomielite, por exemplo, caiu de 98,3% em 2015 para 76,7% em 2022. A cobertura da primeira dose (D1) da vacina tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – caiu de 96,1% para 80,4% no mesmo período. Já a cobertura da vacina pentavalente – contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e contra a bactéria haemophilus influenza tipo b – passou de 96,3% para 76,8%, conforme dados do Ministério da Saúde. Para a maioria das vacinas, a cobertura vacinal deve alcançar 95% ou mais, para interromper a circulação do agente infeccioso no meio.
