Menu

Devido à seca, Jaguaretama tem situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal

O município de Jaguaretama, na região do Vale do Jaguaribe, está em situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal devido à seca. A Defesa Civil Nacional reconheceu a condição da cidade localizada a 240 km de Fortaleza na última sexta-feira (19). Com a situação observada em Jaguaretama, a Prefeitura agora pode solicitar recursos ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). As ações de combate à seca envolvem desde o socorro e assistência às vítimas ao restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada.

O pedido deve ser feito por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres. Além do Ceará, estão na lista municípios de sete estados. São eles: Minas Gerais, Bahia, Pará, Paraíba, Rio Grande do Sul, Goiás e Rio Grande do Norte. Conforme dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o Município registrou uma média de -17.5% de chuvas ao longo do ano de 2023. Jaguaretama teve média de 710.3 mm no ano passado, sendo 860.6 mm o normal observado ao longo da série histórica.

CEARÁ

O prognóstico climático para o trimestre fevereiro, março e abril indica que o Ceará tem 45% de chances de chuvas abaixo da média, 40% de probabilidade para a categoria em torno da normalidade e 15% para acima dela. As informações foram divulgadas na última sexta-feira (19), no Palácio da Abolição, pela Funceme.

“O prognóstico, mesmo que traga uma situação desafiadora, com uma possibilidade de uma quadra invernosa menor, de chuvas num período menor do que a gente gostaria, é importante destacar que esse diagnóstico, essas informações e esses dados são primordiais para tomada de decisão do governador e também de todo secretariado. Então o governador vai fazer um anúncio, por meio do plano de vitigação dos impactos da seca, que reúne ações no desenvolvimento agrário, para impactar menos homens e mulheres do campo, ações também de educação ambiental, para que a gente também consiga conscientizar a população do uso racional da água, para que a gente não precise de outras medidas ao longo dos anos. É é importante também destacar os investimentos que tem sendo realizados nos últimos anos, Eixão das Águas, ramal do Salgado, enfim, tantas políticas, que são referência, inclusive, para o desenvolvimento”, destacou a vice-governador, Jade Romero (MDB), na oportunidade.

Os estudos mostraram ainda a tendência de uma estação chuvosa mais curta este ano, isto é, com os principais acumulados de chuva entre os meses de fevereiro e março. “O mais preocupante do cenário atual, é exatamente o que o sistema de previsão está indicando para o fim do período chuvoso. Uma estação chuvosa mais curta. Um mês de abril já com chuvas comprometidas e um mês de março já com desvios negativos”, pontuou o presidente da Funceme, Eduardo Sávio.