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Projeto de pesquisa para produção de gás natural renovável no Ceará é aprovado pelo BNB

Foto: Divulgação/Cegás

Com objetivo de viabilizar a produção e aumentar a disponibilidade de gás natural no Estado, o projeto de pesquisa de autoria da Companhia de Gás do Ceará (Cegás), juntamente com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e a Universidade Federal do Ceará (UFC), foi aprovado em edital do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci) do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Na seleção, o projeto ficou com a maior nota no Ceará e a terceira maior no Brasil. Ao todo, a aprovação no edital garantirá o aporte de R$ 1 milhão do BNB para o desenvolvimento da pesquisa, somando a outros aportes na ordem de R$ 300 mil da Cegás e R$ 300 mil da Cagece. Para aumentar a disponibilidade de gás natural no Estado, serão aproveitadas as emissões de CO2 provenientes dos biodigestores dos aterros sanitários e fazê-lo reagir com hidrogênio verde para a produção de um metano sintético, que seria, em seguida injetado na rede de gás natural da Cegás.

Para William Magalhães Barcellos, coordenador do Laboratório de Combustão, Energias Renováveis e Hidrogênio (LACERH) do Departamento de Engenharia Mecânica da UFC, o projeto é motivo de orgulho e é fruto de uma relação promissora e cooperativa. “O nosso laboratório vai se tornar um centro de excelência nessa área, construindo um protótipo. A efeito de análise internacional, trata-se de um projeto inovador. Poucos países contam com essa tecnologia que se mostra interessante”.

Outra oportunidade de produção de gás natural seria aproveitar o potencial das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) da Cagece, que durante o tratamento de efluentes já produzem CO2, que passaria a ser capturado para reagir também com hidrogênio verde que seria produzido, desta vez, a partir de água de reúso das próprias ETEs da companhia. Aumentar a disponibilidade de mais gás natural atenderia uma demanda do energético em cidades do interior do Ceará. 

“Nós temos hoje um mapeamento de uma demanda para interiorizar o gás natural em regiões isoladas da nossa rede. Essa iniciativa aumentará a disponibilidade do energético para a sociedade e ainda de maneira renovável, já que ele não será um gás de origem fóssil”, comenta o diretor técnico e comercial da Cegás, Gustav Costa.