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TSE confirma: com presidência de Flávio Torres, PDT instala comissão provisória no Ceará

O PDT Ceará, palco de intensas disputas por poder desde a decisão tomada pelo partido nas Eleições de 2022, instalou uma comissão provisória para comandar a sigla enquanto não é realizada uma nova eleição para a definição da nova Mesa Diretora. O partido estava sem liderança desde o último dia 31 de dezembro. Com 12 integrantes, a comissão terá a liderança do ex-senador Flávio Torres (PDT). Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou a nova composição, a comissão terá vigência até 2 de julho deste ano. Confira os demais nomes:

  • Presidente: Flávio Torres;
  • Vice-presidente: Ana Christina Brasil;
  • Secretário: Francisco das Chagas Soares;
  • Tesoureiro: Iraguassu Filho;
  • Alessandra Sabino;
  • Cláudio Pinho;
  • Diana Carvalho;
  • Geraldo Sinezio;
  • Ianna Brandão;
  • Ivaldo Ananias Machado da Paixão;
  • Janne Ruth;
  • Sandra Paula Pereira de Araújo.

Nas Eleições de 2002, Flávio Torres foi escolhido como primeiro suplente da senadora eleita Patrícia Saboya. Como ela pediu licença em julho de 2009, Torres então assumiu o cargo, onde permaneceu até novembro do mesmo ano. O agora presidente da comissão provisória pedetista, foi o fundador do PDT no Ceará.

Com a nova composição, o grupo liderado pelo deputado federal e presidente interino do Diretório Nacional do partido, André Figueiredo (PDT), reassume o comando da sigla no Estado. Além de Figueiredo, nomes como o do ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT); do ex-prefeito de Fortaleza e presidente do Diretório Municipal da capital cearense, Roberto Cláudio (PDT); e do prefeito de Fortaleza José Sarto (PDT), são outras das lideranças políticas que compõem o grupo.

CID GOMES E ALIADOS DE SAÍDA DO PDT

A ala liderada pelo atual presidente Nacional da sigla tem travado disputas por poder político com o grupo de pedetistas liderado pelo senador Cid Gomes (PDT, de saída para o PSB) desde as Eleições de 2022. O ex-governador havia sido eleito o presidente da sigla no Estado no último mês de outubro, quando o grupo político de Cid elegeu de forma quase unânime o nome dele para comandar a Mesa Diretora do PDT cearense. No entanto, desde o último 31 de dezembro, devido à expiração do prazo do Diretório instaurado, a legenda estava sem comando.

Cid lidera grupo de 14 deputados estaduais – entre titulares e suplentes -, quatro deputados federais e cerca de 40 prefeitos que pretendem deixar o partido. O caminho, como confirmado por Eudoro Santana (PSB), presidente do PSB Ceará, ao OPINIÃO CE, deve ser o PSB. Para não perderem os seus mandatos, os 14 deputados estaduais entraram com ação na Justiça cearense. Conforme o documento protocolado pelos parlamentares, eles sofreram com grave discriminação política pessoal e mudança substancial do programa partidário.

“Perseguição implacável, gestão autocrática e egoísta focada em interesses pessoais, oscilando entre arbitrariedades e evidentes atentados à democracia ao não aceitar decisões judiciais que estão em pleno vigor”, diz.