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Cagece investe R$ 12 milhões na substituição de 59 km do sistema de abastecimento em Crateús

Visando levar segurança hídrica aos moradores de Crateús, no Interior do Ceará, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) realizou investimento de quase R$ 12 milhões em obras de substituição de 59 km do sistema de abastecimento de água na cidade do Sertão cearense. Segundo o Governo estadual, 13% dos serviços já foram concluídos. Conforme a Cagece, as substituições, que foram iniciadas em junho de 2023 e devem ter duração de 30 meses, irão aumentar, em média, 50 anos da vida útil de 19 km de redes e 40 km de ramais de ligação de água do Município

Inicialmente, foi realizado um mapeamento das redes com maior incidência de vazamento, chegando então aos números apresentados pela companhia, de 19 mil metros de rede e 40 mil metros de ramais. 

A renovação do sistema de abastecimento de Crateús, que já possui mais de 30 anos de instalação, está sendo realizada pela Unidade de Negócio Bacia dos Sertões do Crateús (UNBSC) e tem o objetivo de combater as perdas de água por vazamento e garantir qualidade na prestação dos serviços da companhia para a população. Conforme o gerente da UNBSC, Tiago Florêncio, as obras devem beneficiar toda a população da área urbana da cidade.

“O escopo dos serviços consiste basicamente na substituição das tubulações das redes que estão com vida útil alcançada”, disse.

EL NIÑO E IMPACTOS NA SEGURANÇA HÍDRICA

Para este ano, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e demais órgãos ligados aos recursos hídricos têm apontado para a preocupação com os impactos que o El Niño pode ter no Ceará. Segundo o presidente da Funceme, Eduardo Sávio, a instituição “não possui boas notícias para a população do campo”.

O governador Elmano de Freitas (PT), em Brasília, apresentou o plano de ação do Estado para o combate à seca ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) nesta segunda-feira (8). Conforme o chefe do Executivo, dentre os temas de destaque estão a instalação de cisternas, suporte forrageiro para o gado, regularização fundiária e aumento da produtividade e renda das famílias de campo. Em live semanal na última semana, o petista afirmou que o Ceará ainda deve ter chuvas dentro da normalidade em janeiro, mas para fevereiro, março e abril, três primeiros meses da quadra chuvosa, o cenário preocupa.