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Fortaleza registra baixa de 1,49% em dezembro no preço da cesta básica; veja produtos que ficaram mais baratos

Foto: Thiago Matine/Prefeitura de Fortaleza

O conjunto de 12 produtos que compõem a cesta básica de Fortaleza foi estimado em R$ 630,38 em dezembro do ano passado, que representa uma redução de 1,49% em relação a novembro. Essa foi a terceira maior redução registrada entre as 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese). No semestre, dos 12 alimentos pesquisados, os que sofreram maiores reduções nos preços foram feijão (-22,22%), tomate (-20,64%) e farinha (-9,52%). Quatro itens ficaram mais caros, com destaca para banana (14,15%), arroz (12,41%) e manteiga (1,65%).

Além da baixa em dezembro em relação ao mês imediatamente anterior, Fortaleza teve uma queda de 3,61% entre dezembro de 2022 e dezembro do ano passadp, sendo a primeira vez em sete anos que a pesquisa apresenta baixa para a Grande Fortaleza no acumulado de 12 meses. A última vez que isso aconteceu foi em dezembro de 2017. Naquele ano, a cesta básica registrou uma redução anual de 6,78%. Em 2023, os produtos que ficaram mais baratos foram óleo (-22,65%), feijão (-19,76%) e carne (-12,01%). Já os itens com maiores altas foram arroz (16,36%), pão (7,33%) e açúcar (4,52%).

A estimativa do Dieese leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Conforme o Dieese, o fortalezense que ganha um salário mínimo (R$ 1.320) teve de comprometer 51,63% do seu rendimento, após desconto previdenciário, para garantir os alimentos básicos.

NACIONAL

Segundo a pesquisa, o valor da cesta básica diminuiu em 15 capitais no ano passado. As principais reduções acumuladas no período de 12 meses, entre dezembro de 2022 e no mesmo mês do ano passado, foram registradas em Campo Grande (-6,25%), Belo Horizonte (-5,75%), Vitória (-5,48%), Goiânia (-5,01%) e Natal (-4,84%). Já as taxas positivas acumuladas ocorreram em Belém (0,94%) e Porto Alegre (0,12%).

“A tendência, para o conjunto dos itens, foi de redução, movimento que, junto com a revalorização do salário mínimo e a ampliação da política de transferência de renda, trouxe alívio para as famílias brasileiras, que sofreram, nos últimos anos, com aumentos de preços dos alimentos, em geral, acima da média da inflação”, concluiu o Dieese, em nota.

A questão climática, os conflitos externos, o câmbio desvalorizado que estimula a exportação, e o forte impacto da demanda externa sobre os preços internos das commodities acarretaram preocupação em 2023 e podem ser importantes desafios para 2024, conforme o Dieese.

Entre novembro e dezembro, a cesta subiu em 13 cidades, com destaque para Brasília (4,67%), Porto Alegre (3,70%), Campo Grande (3,39%) e Goiânia (3,20%). As diminuições ocorreram em Recife (-2,35%), Natal (-1,98%), Fortaleza (-1,49%) e João Pessoa (-1,10%). Em dezembro de 2023, o maior custo da cesta foi em Porto Alegre (R$ 766,53), depois em São Paulo (R$ 761,01), Florianópolis (R$ 758,50) e no Rio de Janeiro (R$ 738,61). Aracaju (R$ 517,26), Recife (R$ 538,08) e João Pessoa (R$ 542,30) registraram os menores valores médios.

TEMPO MÉDIO

Em dezembro do ano passado, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi 109 horas e três minutos, considerando o trabalhador remunerado pelo salário mínimo. Em novembro, a jornada necessária era de 107 horas e 29 minutos. Em dezembro de 2022, a média era de 122 horas e 32 minutos.