O Acquario Ceará, espaço que estava em construção desde o ano de 2012, dará local para um novo campus da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Campus Iracema. Segundo o governador Elmano de Freitas (PT), toda a estrutura já montada será aproveitada para a construção da nova sede da UFC. “O dinheiro do povo cearense está preservado”, afirmou. Pelo menos R$ 130 milhões foram consumidos dos cofres públicos para o Acquario.
Ainda conforme o chefe do Executivo cearense, no entanto, o espaço precisará ainda de “mais dois ou três andares”, para comportar todos os equipamentos necessários no novo campus da Instituição de Ensino Superior. A sede, aliás, deve abrigar mais de 3 mil estudantes, como afirmou Elmano.
No último dia 29 de dezembro, foi divulgado o lançamento do novo campus. Além do campus da UFC, o local que seria o Acquario Ceará contará ainda com um aquário virtual e um museu submerso no mar. Conforme informado pela UFC, serão abrigadas experiências imersivas com ambientes de fotorrealismo, presença de inteligência artificial (IA) e realidades virtual e aumentada.
Conforme o projeto, o Campus Iracema – juntamente ao terreno dos Correios – vai abrigar o Instituto de Ciências do Mar (Labomar), o Centro Tecnológico de Ciências Naturais (CTCN) e o Instituto de Cultura e Arte (ICA). O Labomar e o CTCN – com um novo departamento de pesquisas aberto à exposição – ficarão no local do Acquario. Já o ICA, onde hoje é o espaço do Correios. No próximo dia 2 de fevereiro, o presidente do Correios virá ao Palácio da Abolição para assinar um protocolo de intenções e doar o terreno à Universidade.
O ESPAÇO
Segundo o reitor da UFC, Custódio Almeida, o foco do espaço será o “turismo científico, cultural e tecnológico”. Ele defendeu ainda de que, para a mudança de sair de um aquário molhado para um tecnológico, também pesou o fato de ser “ambientalista”. “Sou contra peixe preso em aquário, no máximo para pesquisa, que é o objetivo do Labomar, mas não para entretenimento“, disse.
Custódio explicou ainda que a UFC está estudando a possibilidade de realizar transmissões ao vivo diretamente do fundo do oceano para as telas do Acquario. Serão apresentadas ainda visualizações de ecossistemas marinhos extintos, exposições de fósseis do acervo da Universidade e descobertas arqueológicas. Há também a expectativa de uma sala de cinema que será equipada com projetos de estereoscópio/3D, com capacidade para 100 lugares, e espaços para exibição e manipulação de réplicas físicas de animais e fósseis.
