Por conta da falta de pagamentos, profissionais da Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza ocupam a Secretaria de Finanças do Município, na manhã desta quarta-feira (3). Os profissionais buscam respostas acerca dos R$ 900 mil que esperam autorização de empenho por parte do Município. Em dezembro, os trabalhadores iniciaram uma greve, que perdurou durante 12 dias, por conta da falta de pagamento dos salários referentes ao mês de novembro.
Em contato com o OPINIÃO CE, representante da Santa Casa informou que nesta quarta-feira (3) a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Fortaleza repassou parte da verba à unidade, que está pagando o complemento da folha de novembro. “Isso deve redundar no fim da greve”, confirmou. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para pegar mais detalhes, e aguarda retorno.
A greve foi retomada, segundo fontes ouvidas pelo OPINIÃO CE, pela falta dos pagamentos do mês de novembro em sua integralidade. Contatados pela reportagem, funcionários reclamam de atrasos referentes ao mês de novembro e da falta de informações por parte da Santa Casa sobre quando o restante seria pago. Neste meio tempo, o 13ª salário chegou a ser depositado na conta dos funcionário. Segundo alguns profissionais, foi realizado apenas 60% desses repasses dos salários.
DEMANDAS
Em dezembro do ano passado, os profissionais da Santa Casa já haviam sinalizado paralisação das atividades. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Nível Médio e Técnico que Atuam na Saúde do Estado do Ceará (Sindsaúde Ceará), Martinha Brandão, denunciou, na ocasião, a falta de repasses dos meses de agosto e setembro da Prefeitura de Fortaleza à unidade. À época, a Secretaria da Saúde de Fortaleza informou já haver repassado, em 2023, R$ 56,8 milhões para a Santa Casa de Misericórdia, sendo R$ 8,5 milhões somente em novembro. Em dezembro, já haviam sido repassados, na primeira quinzena, R$ 1,7 milhão.
Também em dezembro, a Assembleia Legislativa aprovou a doação de R$ 16 milhões em emendas parlamentares à Santa Casa da Misericórdia de Fortaleza. O Projeto de Lei (PL) nº 127, de autoria do Executivo, argumentou a necessidade de manutenção dos serviços de saúde prestados pela entidade, “garantindo-se o pleno atendimento ao usuário”.
