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Quase mil fósseis, de até 110 milhões de anos, chegam ao museu no Cariri

Foto: Divulgação/Helene Santos

Um total de 998 fósseis retirados ilegalmente da Bacia do Araripe retornaram ao Brasil após mais de 10 anos na França. Eles foram repatriados ao Cariri, em cerimônia ocorrida na manhã desta quinta-feira (28). As peças são datadas do período Cretáceo, com cerca de 90 a 110 milhões de anos. O caso iniciou ainda em 2013, quando os bens foram apreendidos em uma operação conjunta das Justiças brasileira e francesa.

A solenidade que marcou a repatriação das peças ocorreu no auditório do Geopark Araripe, na cidade do Crato. Compareceram no evento pesquisadores e demais representantes das instituições federais e estaduais envolvidas na repatriação do acervo, que possui raro valor científico e cultural para o país.

Entre pterossauros, peixes, plantas, insetos e outras espécies de animais, alguns bens estão em perfeito estado de conservação dos tecidos e, após período de estudo, os fósseis farão parte do acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, localizado no município de Santana do Cariri, para também serem exibidos em exposições itinerantes.

A restituição dos fósseis decorreu de ação conjunta entre o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério Público Federal, o Governo do Estado do Ceará e o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, ligado à Universidade Regional do Cariri (Urca), uma vinculada da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará (Secitece). Compareceram no evento pesquisadores e demais representantes das instituições federais e estaduais envolvidas na repatriação do acervo, que possui raro valor científico e cultural para o País.