O governador Elmano de Freitas (PT) e o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), se reuniram nesta quarta-feira (27) com o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e outros gestores da instituição. Na oportunidade, foi debatida a permanência da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor) em Fortaleza, com projetos de prospecção para “transformá-la na primeira refinaria de carbono neutro do País”, conforme destacou Sarto em suas redes sociais. Segundo o gestor, o objetivo é investir na transição energética e fortalecer a produção de biocombustíveis. “A decisão impacta nossa cidade muito positivamente, atraindo novos investimentos e gerando oportunidades de trabalho para a nossa gente”, disse.
No encontro com os gestores, Prates apresentou o projeto de expansão e exploração da Lubnor. Também pelas redes sociais, Elmano registrou o encontro com “o nordestino e amigo”, Jean Paul Prates, “conversando sobre investimentos da Estatal na área da transição energética no Ceará”, além da continuidade da operação da Lubnor na capital cearense. “Considerada uma das líderes nacionais em produção de asfalto e a única unidade de refino no país a produzir lubrificantes naftênicos, a Lubnor deve passar por modernização, inclusive, para garantir a emissão de carbono zero”.
“Além de representar mais desenvolvimento para o nosso Estado, o fortalecimento da Petrobrás no Estado gerará mais emprego para os cearenses. É desenvolvimento sustentável com mais oportunidades e trabalho para a população”.
ROMPIMENTO DE CONTRATO
O contrato entre a Petrobras e Grepar Participações para compra da Lubnor foi rescindido em novembro. Na oportunidade, Prates destacou que a estatal brasileira iria investir na refinaria localizada na capital cearense. “Nós não vamos mais vender refinarias. Pelo contrário, vamos investir nelas para que se tornem um parque industrial, cada uma delas”, destacou, na ocasião.
Inaugurada em 1966, a Lubnor possui capacidade de processamento autorizada de 8,2 mil barris/dia e é uma das líderes nacionais em produção de asfalto. Além disso, a refinaria é a única unidade de refino no País a produzir lubrificantes naftênicos. A possibilidade de venda da refinaria, ainda na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), gerou uma repercussão negativa entre políticos cearenses. Após a notícia da rescisão do contrato, a própria Grepar afirmou que não insistirá na operação e que adotaria “na jurisdição adequada, as medidas jurídicas para resguardar os seus direitos de ser indenizada pelas perdas e danos que a Petrobras de forma deliberada lhe causou, frustrando negócio já contratado”, disse, em comunicado.
