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Custos relacionados à demência ultrapassam R$ 26 bilhões na região Nordeste

Na proporção de custos indiretos, a Região Nordeste lidera com 83,4%. Foto: Agência Brasil/Rafa Neddermeyer

As famílias de pacientes com demência custeiam cerca de 73% de todo o tratamento, é o que revela o Relatório Nacional sobre a Demência no Brasil (Renade), desenvolvido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a partir da iniciativa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS). Os custos relacionados à doença ultrapassam R$ 26 bilhões, na região Nordeste, ficando atrás apenas da região Sudeste com custos de R$ 38,7 bilhões.

A estimativa é de que nos próximos anos os custos associados à demência se mantenham constantes, considerando as projeções de envelhecimento da população brasileira. Atualmente, a proporção de custos indiretos da Região Nordeste é a maior do Brasil, com 83,4%, seguido do Sudeste (78,3%), Norte (77,2%), Centro-Oeste (75,3%) e Sul (71,6%). O estudo revelou, ainda, que as pessoas responsáveis pelos cuidados dos pacientes estão sobrecarregadas e que, na maior parte das vezes, são mulheres.

Para a pesquisa, internações, consultas e medicamentos, são considerados custos diretos em saúde. Já a perda de produtividade dos cuidadores, é considerada recursos indiretos. Ao todo, as atividades relacionadas ao cuidado e supervisão da pessoa com demência consomem uma média diária de 10 horas e 12 minutos. O relatório, ainda, pontua que as necessidades de financiamento dos cuidados e segurança domiciliar e pessoal, são menos atendidas na Região Nordeste.