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Cid se reúne com Eudoro em encontro que pode selar ida do grupo liderado pelo senador ao PSB

O senador Cid Gomes (PDT), líder de grupo majoritário dentro do PDT, se reuniu nesta quinta-feira (21) com o presidente estadual do PSB, Eudoro Santana (PSB). O encontro, segundo o perfil oficial do Diretório cearense nas suas redes, foi “mais um passo importante nas tratativas já bem adiantadas de filiação do grupo político liderado pelo senador e o PSB”.

Ainda conforme a postagem, as duas lideranças políticas analisaram a conjuntura eleitoral em cada município. Na última reunião entre Cid e seus aliados, na segunda-feira passada (18), foi discutido o destino partidário do bloco, à época, entre o PSB e o Podemos. Segundo apurou o OPINIÃO CE – apesar de não ter sido divulgado um resultado oficial -, os presentes decidiram pela ida ao PSB, de forma quase unânime. Na última semana, ainda antes da reunião, Cid já havia se encontrado com Carlos Siqueira (PSB), presidente do PSB Nacional, em Brasília.

Com a debandada do PDT com destino ao PSB, segundo revelou um prefeito ao OPINIÃO CE, a sigla presidida por Eudoro no Estado será a maior em número de gestores. A legenda passará a contar com “mais de 65 prefeitos” no Ceará. “Podendo ir a 70 com a adição dos pedetistas que não foram ao encontro”, completou o gestor.

SAÍDA EM BLOCO DO PDT

A desfiliação do PDT vem do desgaste que tem se criado no partido desde as Eleições de 2022. À época, a sigla pedetista optou por lançar o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), como o nome do partido para o pleito. O acordo entre o PT e o PDT, no momento, era de que a governadora em exercício, Izolda Cela (atualmente sem partido), se candidatasse à reeleição.

Cid assumiu a presidência do PDT Ceará em acordo firmado com o deputado federal – e até então presidente do PDT Ceará -, André Figueiredo (PDT-CE), presidente interino do Diretório Nacional, em julho. Com o trato, o senador permanece na liderança do partido no Estado até 31 de dezembro. Após uma série de impasses, Figueiredo chegou a destituir Cid do comando, mas o ex-governador retomou após entrar com ação na Justiça.

Além de Cid, pelo menos 14 deputados estaduais – entre titulares e suplentes -, quatro federais e cerca de 45 prefeitos devem deixar o PDT. A expectativa, como espera Cid, é de que todo o grupo siga o mesmo caminho. No entanto, ainda não há informações suficientes se o bloco, na íntegra, se filiará ao PSB.