O Sindicato dos Médicos do Ceará denunciou a presença de um rato em uma sala cirúrgica no Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), no bairro Messejana, em Fortaleza. A unidade é gerida pela Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa). O animal, captado em vídeo, teria sido observado durante a realização de um procedimento cirúrgico, na última segunda-feira (18). O OPINIÃO CE entrou em contato com a Sesa e com a assessoria da Unidade, que confirmaram o ocorrido. A gestão do HGWA informou que o setor está interditado até a próxima terça (26).
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Segundo o Sindicato dos Médicos do Ceará, a Sesa, o Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec) e o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) foram acionados, “solicitando a interdição da sala, bem como uma dedetização em todo o hospital e uma auditoria externa nos registros hospitalares dos últimos dois anos”.
Ao OPINIÃO CE, a gestão do HGWA afirmou que o incidente foi “pontual”. Ainda conforme a Unidade, assim que a direção foi informada da presença do animal, o setor foi interditado para a realização de “manutenção corretiva e preventiva em suas instalações”. O setor está previsto para retornar às atividades de rotina no dia 26 de dezembro. Ainda conforme o Hospital, as operações no centro cirúrgico são supervisionadas “diariamente” pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH). “Todos os setores da unidade passam por uma dedetização regular por empresa especializada”.
NOTA DO SINDICATO DOS MÉDICOS
Em nota, a entidade ressaltou que a presença de roedores em unidade hospitalar gera uma “série de implicações severas e preocupantes”, principalmente em relação à saúde. “Entre as principais consequências, estão: riscos infectológicos e epidemiológicos, com a transmissão de doenças graves, como leptospirose e peste bubônica; comprometimento da estéril cirúrgica, resultando em infecções hospitalares; e impacto psicológico nas partes envolvidas, comprometendo a confiança na instituição e no sistema de saúde”, completou o órgão. O presidente do Sindicato, Leonardo Alcântara, comentou sobre o incidente.
“Além de chocante, [o incidente] ameaça a integridade dos pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas e internados, assim como dos procedimentos médicos e profissionais de saúde. Nesse contexto, consideramos imprescindível que medidas emergenciais e rigorosas sejam imediatamente adotadas para corrigir essa grave situação”, afirmou.
