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Após caso de racismo envolvendo Jojo Todynho, permissionários terão educação antirracista

A cantora disse que registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) contra a acusada. Foto: Reprodução/@jojotodynho

Após a cantora e influenciadora Jojo Todynho relatar caso de racismo sofrido na feirinha da Avenida Beira-Mar no último sábado (16), o prefeito José Sarto (PDT) anunciou, por meio das redes sociais, que a Prefeitura passará a oferecer educação antirracista nos cursos de formação profissional para todos os permissionários da cidade. Sarto colocou a Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Coppir) e a Secretaria de Turismo (Setur) à disposição da investigação. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Ceará.

“Toda forma de discriminação precisa ser repudiada, combatida e apurada. Cabe à Polícia Civil investigar a denúncia de racismo que Jojo Todynho relata ter sofrido em Fortaleza. Por outro lado, a feirante alega calúnia”, diz a nota publicada por Sarto nas redes sociais.

Nas redes sociais, Jojo afirmou que estava na feirinha da Beira-mar para comprar uma mala para guardar alguns presentes que ganhou durante a viagem. Ao ser abordada por Vanúsia Nascimento, proprietária da loja “Esquina da Castanha”, a funkeira recusou o pedido para fazer uma divulgação em troca de um kit de produtos. Após a recusa, Jojo relata que a vendedora a chamou de “preta arrogante”. Com o tumulto gerado, a administradora do local se apresentou e pediu desculpas. Jojo registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) contra a acusada.

“Veio uma senhora e falou pra mim ‘Você pode ir na minha loja? Eu vou te dar um presente e você me marca no instagram’, eu falei que não queria e agradeci. Ela falou assim ‘Esses pretos são todos arrogantes’”, revelou Jojo Todynho após o episódio.

Por outro lado, a vendedora e proprietária da loja alega que as acusações são falsas e que registrou um B.O por calúnia contra a cantora. Em nota, Vanúsia afirma que o box “Esquina da Castanha”, a qual é proprietária, está comprometido com a promoção da igualdade, inclusão e diversidade. “Já trabalhamos há 20 anos na feirinha da Beira-Mar em Fortaleza, e nunca ocorreu nenhum episódio de racismo em nossa loja, reiteramos que essas acusações que foram proferidas, são totalmente inverídicas”, destaca a nota de esclarecimento publicada pelo advogado da acusada.

CURSO DE FORMAÇÃO

Atualmente, Fortaleza fiscaliza e ordena a Avenida Beira-Mar. Para atuar na região, todos os permissionários recebem formação gratuita e continuada do programa ‘Fortaleza Capacita’. Para obter permissão para atuar na área, é necessária a conclusão do curso básico de atendimento ao cliente. Através das redes sociais, o prefeito José Sarto anunciou que pretende expandir a temática do combate ao racismo para os cursos oferecidos aos empreendedores que trabalham na região.

“O combate ao racismo é compromisso do Município e está no currículo escolar das crianças da nossa rede de ensino. Agora, tomei a decisão de levar essa formação para os cursos oferecidos aos empreendedores da nossa cidade como parte do Programa Fortaleza Capacita”, anunciou Sarto.