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Aliados de Cid se reúnem nesta segunda (18) para tentar definir o rumo partidário do grupo

Foto: Divulgação/ Senado Federal

O grupo político ligado ao senador Cid Gomes (PDT) se reúne nesta segunda (18) no LC Corporate, às 17h, para deliberar acerca do novo partido do bloco. Com um grupo que conta com pelo menos 14 deputados estaduais – dentre titulares e licenciados – quatro deputados federais e pelo menos 45 prefeitos, a ala política decidiu deixar o PDT após forte disputa pelo poder dentro da legenda. Dentre os possíveis destinos do grupo, encontram-se siglas como PSB, PT e Podemos. Ao OPINIÃO CE, o deputado federal Eduardo Bismarck (PDT) afirmou que a decisão do novo partido ainda não está tomada. “A reunião de hoje é para tentar chegar a um consenso”, disse.

Conforme o parlamentar, a ideia da reunião é de “atualizar as lideranças do Interior”. “Ver se o pessoal vai querer já mudar agora ou se querem esperar um pouco mais. Para não deixar o assunto morto”, afirmou. “Cada um, às vezes, pode tomar a sua decisão, porque alguns são mais ansiosos, outros não, apesar de ser uma decisão que pode esperar até abril do ano que vem. Alguns podem estar mais tranquilos e outros mais ansiosos”.

Essa ansiedade pode acabar fazendo com que o grupo perca algumas lideranças, então é óbvio que se já estiver maduro para uma decisão, vai ser tomada hoje. Mas eu acho que a ideia é fazer uma exposição das conversas que tivemos em Brasília com os partidos e aguardar uma posição”, completou.

Como afirmou Bismarck, os demais integrantes do grupo, além do senador Cid, têm participado de algumas reuniões. “A gente tem ouvido convites, sim, mas o Cid tem liderado as reuniões. Então algumas vezes vão alguns deputados, outras vezes vão outros”. O parlamentar disse que todo o grupo deve participar do encontro. “Os [deputados] federais, os [deputados] estaduais e prefeitos, para o Cid atualizar todo mundo e saber se a decisão pode esperar mais um pouco ou pode ser tomada hoje ainda”.

Na última segunda (11), em suas redes sociais, o senador publicou a informação de que a decisão sairia nesta semana. “Temos uma decisão política importante para tomar, mas ainda faltam alguns contatos para que possamos dialogar com todos e informar, da melhor maneira possível, as alternativas que teremos”, escreveu, à época. Durante a semana, assim, ficou decidido que o grupo realizaria contatos e se reuniria com lideranças políticas para chegar a um destino em comum.

Dentre as legendas que disputam os nomes, se destacam três partidos: PSB, PT e Podemos. Em relação ao primeiro partido, foi realizado um encontro na última semana com o ex-governador Cid. O senador, como confirmou o OPINIÃO CE, se encontrou com o vice-presidente da república, Geraldo Alckmin (PSB), presidente do PSB Ceará, Eudoro Santana (PDT), e o presidente do PSB Nacional, Carlos Siqueira (PSB), nos últimos dias. 

“Sua influência como uma figura proeminente na política nordestina e seu envolvimento ativo em discussões de relevância nacional são evidências de seu compromisso com o bem-estar do povo brasileiro”, publicou Carlos Siqueira após reunião com Cid em Brasília na última quinta (14).

A expectativa, conforme o Blog Roberto Moreira, é de que o senador apresente aos seus aliados a opção de filiação ao PSB. “O Cid vai levar essa possibilidade. Acho que dará certo”, disse Eudoro Santana. Segundo o peessebista, Cid vai ouvir seus companheiros e, “nesta terça-feira, em reunião em Brasília, tudo ficará acertado”. Em relação ao PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Educação Camilo Santana (PT) chegaram a convidar o senador a integrar como quadro da sigla. Ao OPINIÃO CE, na última semana, Cid afirmou que não pôde aceitar o convite, já que não teria como filiar todos os seus aliados.

EVANDRO LEITÃO

Um dos fortes nomes para as Eleições Municipais de 2024 em Fortaleza e, até então, um dos políticos mais influentes no grupo ligado a Cid no PDT, o presidente do Legislativo cearense, Evandro Leitão (PT), chegou a uma definição do seu rumo partidário neste domingo (18). O deputado estadual, ao lado de diversas lideranças petistas, confirmou sua filiação ao Partido dos Trabalhadores. A ida de Evandro ao PT, antecipado ao grupo liderado pelo senador, gerou “frustração” ao ex-governador, como confirmou em exclusividade ao OPINIÃO CE.

“O fato de o Evandro já ter se antecipado e já ter definido um caminho, ‘frustra’, em boa parte, aquilo que estou dizendo”, afirmou. “Espero que seja só ele, um caso isolado, e que nós todos decidamos coletivamente”, disse, em tom bem humorado.

DEPUTADOS ESTADUAIS ENTRAM COM AÇÃO

Políticos eleitos em Eleições Proporcionais – deputados estaduais, deputados federais e vereadores – não podem se desfiliar do seu partido a qualquer momento. Caso o façam, os parlamentares correm o risco de perder o mandato. Para deixarem uma legenda sem perder seu cargo, eles devem ter uma carta de anuência referendada pelo Diretório do partido. Tal anuência foi aprovada por Cid, presidente do PDT Ceará, mas reprovada pela Executiva Nacional.

Na última sexta (15), 14 deputados estaduais, dentre titulares e suplentes, protocolaram ação de desfiliação por justa causa contra o PDT Ceará. Segundo o documento, os parlamentares sofreram com grave discriminação política pessoal e mudança substancial do programa partidário. “Perseguição implacável, gestão autocrática e egoísta focada em interesses pessoais, oscilando entre arbitrariedades e evidentes atentados à democracia ao não aceitar decisões judiciais que estão em pleno vigor”, diz trecho da nota. Confira a lista de deputados:

  • Osmar Baquit;
  • Romeu Aldigueri;
  • Osmar Baquit;
  • Oriel Filho;
  • Marcos Sobreira;
  • Lia Gomes;
  • Jeová Mota;
  • Salmito Filho;
  • Helaine Coelho (suplente);
  • Guilherme Landim;
  • Guilherme Bismarck (suplente em exercício);
  • Bruno Pedrosa (suplente em exercício);
  • Antonio Granja (suplente em exercício);
  • Tin Gomes.