O deputado federal Domingos Neto (PSD) apresentou nesta semana o Projeto de Lei que dá autonomia para as escolas proibirem os alunos de utilizarem celulares e demais dispositivos tecnológicos dentro de suas dependências. O parlamentar já recolheu assinaturas para pedir a urgência do projeto e deve levar, nos próximos dias, a demanda ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP). O PL, ainda, destaca que professores podem utilizar celulares e dispositivos tecnológicos, salvo com autorização do estabelecimento de ensino, para fins pedagógicos.
Para o deputado, as escolas estão sem respaldo legal para proibir o uso celular. “Na condição de pai, me dei conta que essa preocupação é geral. O sonho de todo pai e mãe é ver suas crianças aprendendo, desenvolvendo bem as suas capacidades cognitivas. E infelizmente o uso de celulares e tablets estão mais atrapalhando do que ajudando a educação das crianças”, afirma.
DESEMPENHO DE ALUNOS
Lançado nas últimas semanas, o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2022 revelou que alunos usuários de smartphones e outros dispositivos digitais de cinco a sete horas por dia tiveram as menores pontuações em testes escolares. No Brasil, cerca de 80% dos estudantes afirmaram que ficaram distraídos nas aulas de matemática por estar usando celular e outros dispositivos, como tablets e laptops.
“Na média nos países da OCDE, os estudantes que passam até uma hora por dia na escola em dispositivos digitais para lazer obtiveram 49 pontos a mais em matemática do que os alunos cujos olhos ficavam grudados nas telas entre cinco e sete horas por dia, depois de levar em conta o perfil socioeconômico dos alunos e das escolas”, diz o relatório.
Aplicado a cada três anos, o Pisa avalia os conhecimentos dos estudantes de 15 anos de idade nas três disciplinas. No total, 690 mil estudantes de 81 países fizeram os testes em 2022. A edição teve como foco o desempenho em matemática.
