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Conselheira tutelar eleita no Crato pode ter mandato cassado por irregularidade no dia da eleição

Conselheira titular eleita no Crato, no Cariri cearense, pode ter seu mandato cassado por irregularidades constatadas no dia da eleição. O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Crato, ajuizou Ação Civil Pública (ACP) pedindo a cassação de Halinne Cavalcante. A conselheira eleita teria sido beneficiada por propaganda eleitoral feita por uma apoiadora, a qual estaria de posse de um “santinho” da candidata próximo a um local de votação

Segundo a 4ª Promotoria de Justiça de Crato, a conduta em questão é vedada pela Legislação que trata do processo da escolha dos conselheiros tutelares. Durante a investigação, o MPCE constatou que uma mulher, de identidade não revelada, estava de posse do “santinho” de Halinne, o que fere o princípio da igualdade na disputa pelo cargo de conselheiro tutelar.

Na ACP, o promotor de Justiça David Moraes da Costa ressalta que o Ministério havia expedido recomendação em que enquadrava essa e outras condutas como vedadas aos candidatos ao Conselho Tutelar.

“NÃO TINHA CONHECIMENTO”

Conforme Halinne, ela não possuia conhecimento de que a eleitora estava de posse do “santinho”. O MPCE, no entanto, ressaltou que qualquer alegação de que a candidata “não tinha ciência da divulgação do material ‘cai por terra’”. “A requerida é responsável pelas condutas ilícitas dos seus eleitores, notadamente quando infringem os comandos normativos que regem as eleições“, afirmou o Ministério.

Ainda segundo o órgão estadual, “há fortes indícios da prática de atos que demonstram, a princípio, a falta de idoneidade moral da requerida para exercício da função de conselheira tutelar“. Além do pedido de cassação, na ACP, a 4ª Promotoria de Justiça de Crato requereu ainda que a Justiça proíba a candidata investigada de tomar posse e ser diplomada em cerimônia marcada para ocorrer no dia 12 de janeiro de 2023.