Após uma série de impasses no PDT Ceará, a ala política ligada ao senador Cid Gomes (PDT) decidiu por deixar o partido. À época, foi afirmado que o bloco iria decidir o seu novo rumo político em grupo, decisão essa que deve vir na próxima segunda-feira (18). A informação foi divulgada pelo ex-governador, em suas redes sociais. “Temos uma decisão política importante para tomar, mas ainda faltam alguns contatos para que possamos dialogar com todos e informar, da melhor maneira possível, as alternativas que teremos”.
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Segundo Cid, os diálogos serão feitos ao longo desta semana, em Brasília. Ainda conforme ele, haveria uma reunião pré-agendada para essa segunda (11). No entanto, o encontro teve de ser adiado para a próxima semana. “Nessa data, juntos discutiremos os caminhos futuros e tomaremos uma decisão de forma definitiva”, completou. Nesta segunda, aliás, o senador participa de evento no Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará (UFC). Na ocasião, o Centro de Tecnologia (TC) da instituição realizará uma solenidade comemorativa pelo Dia do Engenheiro e do Ex-Aluno do CT, às 15h. Cid é graduado em Engenharia Civil pela UFC.
SAÍDA EM BLOCO
Além do senador, pelo menos 12 deputados estaduais, quatro federais e 43 prefeitos compõem o grupo aliado de Cid no PDT Ceará. Quanto à legenda a qual o grupo será filiado, esta segue incerta. No último mês de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Educação Camilo Santana (PT), convidaram o ex-governador ao PT. O impasse pela definição do partido deve ser definido na próxima segunda. Ao PT, aliás, há a expectativa de que o deputado estadual e presidente do Legislativo cearense, Evandro Leitão (sem partido) se filie à legenda. O parlamentar é um dos fortes nomes para a disputa das Eleições em Fortaleza no próximo ano.
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Outro problema surge em relação aos deputados estaduais e federais e vereadores. Para não perderem seus mandatos, tais parlamentares necessitam de cartas de anuência referendadas pelas siglas. As solicitações, inicialmente, foram aceitas pelo ex-governador, presidente do PDT no Estado, mas anuladas pela executiva nacional, presidida interinamente pelo deputado federal André Figueiredo (PDT). As cartas estão em tramitação na Justiça. Tanto o senador como os prefeitos podem trocar de partido sem perda de mandatos.
