O Laboratório de Formação em Cultura Popular Nordestina e Ibérica, da Universidade Estadual do Ceará (Uece), consolidou um estudo que mapeia a literatura de cordel nas regiões do Sertão Central e Maciço do Baturité. Ao todo, foram identificados 51 artistas, entre homens, mulheres, jovens e adultos, que moram nas zonas rural e urbana. A expectativa é garantir a salvaguarda junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Coordenado pelo professor Rodrigo Marques, da Faculdade de Educação, Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc), a pesquisa foi feita em parceria com a Casa de Saberes Cego Aderaldo, em Quixadá, e a Casa Antônio Conselheiro, em Quixeramobim. Os dois equipamentos são vinculados à Secretaria da Cultura do Ceará, e administrados pelo Instituto Dragão do Mar (IDM).
Com o apoio, foram coletadas informações de 51 cordelistas, através de um formulário eletrônico contendo as principais informações desses produtores culturais, além da divulgação das informações dos cordelistas nas redes sociais.
Segundo o coordenador do projeto, professor Rodrigo Marques, o mapeamento é o primeiro passo para salvaguarda desse patrimônio junto ao IPHAN, para que o Instituto possa ser mobilizado.
“O mapeamento serve para localizar os cordelistas, as cordelistas e também as artes afins, como a xilogravura, a cantoria e a embolada, e também as dramistas, os apologistas de cantoria e quem declama poesia popular. A Uece se soma a uma ação da Secult de mapeamento de bens imateriais, sendo o Cordel reconhecido em 2018 como um bem imaterial brasileiro. Um patrimônio cultural brasileiro”, finaliza o coordenador do laboratório.
O professor pontua ainda que o próximo passo do programa é um detalhamento maior dos cordelistas pesquisados. Para isso, o laboratório conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Uece e com a Casa de Saberes Cego Aderaldo.
O Laboratório de Formação em Cultura Popular Nordestina e Ibérica possui dois grandes projetos. Além do Mapeamento do Cordel no Sertão Central Cearense, sua equipe trabalha na tradução de poesia popular latino-americana e caribenha para o português e também de cordéis brasileiros para o espanhol. Esse trabalho de tradução conta com a colaboração da pesquisadora Mary Anne Warken, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
