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Com mais de 6 mil novos empregos em outubro, Ceará tem o maior salário médio do Nordeste

Foto: Thiago Gaspar/ Governo do Ceará

O Ceará registrou em outubro a criação de  mais de 6,1 mil novos postos de trabalho, mantendo a trajetória de crescimento pelo nono mês consecutivo. O resultado é proveniente da relação entre o número de admitidos (47.610) e demitidos (41.480). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados nesta terça-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Durante o período, o Ceará aparece como o segundo melhor desempenho da Região Nordeste, atrás somente de Pernambuco (8,2 mil), e registra que o nível do emprego formal atingiu o total de quase 1,3 milhão empregos com carteira assinada.

Em 2023, o Ceará acumula o resultado de aproximadamente 54 mil postos de trabalho gerados, principalmente no setor de serviços, responsável pela criação de 30,2 mil vagas. Com o resultado, o Ceará mantém-se como o segundo maior gerador de postos de trabalho no Nordeste, atrás somente da Bahia que gerou cerca de 82,6 mil novos empregos.

Destaca-se que, em outubro, todos os setores foram responsáveis pela geração de postos de trabalho, especialmente, serviços (2.623), comércio (1.243) e indústria (1.120). Dentre os subsetores dos serviços, o maior saldo foi da Informação, Comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (1.034) e, na indústria, observam-se os resultados da fabricação de produtos alimentícios (489) e da confecção de artigos do vestuário e acessórios (460).

Acompanhando a divulgação dos dados, em Brasília, o secretário do Trabalho do Ceará, Vladyson Viana, ressalta que a parceria entre os governos é fundamental para o resultado.

“Os números conquistados são frutos do trabalho e da parceria entre os governos Federal e do Ceará. Juntos, estabelecem um ambiente favorável para o desenvolvimento da economia e a manutenção dos investimentos. No Ceará, temos a expectativa de registrar saldos ainda melhores nos próximos anos, principalmente, considerando as iniciativas do governador Elmano de Freitas para o desenvolvimento da economia verde e do empreendedorismo, especialmente com os microempreendedores, responsáveis pela criação da maioria dos postos de trabalho no Ceará”, complementa Vladyson Viana.

MAIOR SALÁRIO MÉDIO DO NORDESTE

Quanto ao salário médio de admissão, em outubro, o Ceará destaca-se como o maior do Nordeste, com o salário de R$ 1.832,83, seguido pela Bahia (R$1.823,54). O resultado está acima da média da região, que ficou em R$ 1.758,75. Em termos territoriais, Fortaleza registrou 3.090 novos postos, seguida por Maracanaú (505), Eusébio (385), Sobral (323) e Juazeiro do Norte (321).

O presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Raimundo Angelo, ressalta o perfil dos trabalhadores admitidos durante o mês de outubro. “Foram 47.610 pessoas admitidas durante o período no Ceará e nesse contexto observamos que as vagas foram preenchidas principalmente pelos profissionais com idade entre 18 e 39 anos (36.129), com ensino médio completo (32.108)”, complementa.

NO BRASIL

Com relação ao Brasil, em outubro foram gerados 190.366 postos de trabalho com carteira assinada. Ao longo do ano, o saldo positivo acumulado é superior a 1,7 milhão de novas vagas em todas as unidades da Federação em quatro dos cinco grupamentos econômicos que constituem o levantamento. A exceção foi a Agricultura, que teve saldo negativo.

“O maior crescimento do emprego formal em outubro ocorreu no setor de Serviços, com um saldo de 109.939 postos, com destaque para Informação, Comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que teve saldo positivo de 65.128 empregos”, informou por meio de nota o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O único setor que registrou saldo negativo foi o da agropecuária, com 1.656 empregos perdidos no mês. “É um saldo pequeno, mas negativo, resultado da coleta de produtos como o café, entre outros”, avaliou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista coletiva.

Segundo o MTE, esse resultado decorre da desmobilização do café (-2.850), do cultivo de alho (-1.677), cultivo de batata-inglesa (-1.233) e de cebola (-1.138) que superaram o aumento nas atividades de produção de sementes (4.088).