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33º Cine Ceará começa neste sábado

Com mais de 80 filmes, entre produções cearenses, nacionais e internacionais, o 33º Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema tem início, neste sábado (25), em Fortaleza. Além das exibições de curtas e longas, cursos, seminários e debates, o evento terá três mostras competitivas — Ibero-americana de Longa-metragem, Brasileira de Curta-metragem e Olhar do Ceará. A programação, que é gratuita, acontece até o dia 1º de dezembro. Informações sobre a retirada de ingressos estão disponíveis no site oficial.

Ao todo, 43 filmes concorrendo ao troféu Mucuripe em categorias diversas. Desse total, 21 têm diretoras mulheres, ou seja, mais de 48% dos filmes em competição.

“Manter um evento desse porte por mais de três décadas é uma conquista que enfrentou desafios constantes, ao mesmo tempo em que testemunhou a notável evolução do Ceará como um polo cultural audiovisual, impulsionando não apenas a produção, mas também a formação acadêmica, a exibição, a difusão e o debate”, reforça Wolney Oliveira, cineasta e diretor executivo do Cine Ceará.

Outra novidade são as três mostra sociais —Acessibilidade, O Primeiro Filme a Gente Nunca esquece e Melhor Idade. As sessões são destinadas, prioritariamente, a associações que atendem os públicos específicos de cada uma delas. Havendo disponibilidade, o acesso é liberado ao público em geral, estando sujeito à lotação de cada espaço.

“O Cine Ceará não é apenas um evento cinematográfico, mas uma expressão de resistência. Enfrentando desafios políticos e econômicos, o festival manteve-se firme em sua missão de promover arte sempre de forma 100% gratuita e de contribuir para a construção de uma identidade cultural em constante mutação”, reforça Wolney.

No primeiro dia de festival, a programação começa às 14h no Cinema do Dragão, com a exibição de quatro dos 15 curtas que competem na Mostra Olhar do Ceará. Após as sessões acontecem debates mediados por Camilla Osório, curadora da mostra.

Já às 19h, no Cineteatro São Luiz, acontece a solenidade de abertura, com homenagem a duas personalidades do setor audiovisual, a jornalista e doutora em sociologia Bete Jaguaribe, diretora de Formação e Criação do Instituto Dragão do Mar (IDM) e da Escola Porto Iracema das Artes, e coordenadora do Curso de Cinema e Audiovisual da Universidade de Fortaleza (Unifor) e o roteirista pernambucano George Moura, autor de séries de sucesso como “Onde Está Meu Coração”, “Amores Roubados” e  “O Rebu”.

Na sequência, a Mostra A Cinemateca é Brasileira, iniciada no dia 14, termina com a exibição de um dos filmes mais premiados do cinema brasileiro, o curta-metragem “Ilha das Flores” (1989), de Jorge Furtado. Na ocasião, estará presente a diretora-geral da Cinemateca Brasileira, Maria Dora Mourão.

A programação de abertura do Cine Ceará no Cineteatro São Luiz termina com a exibição de “La mujer salvaje / A mulher selvagem” (Alan González. Ficção. 93’. Cuba. 2023), primeiro dos seis filmes que estão na Mostra Competitivas Ibero-americana de Longa-metragem desta edição.

Da rua para as telas de casa

Ainda no sábado, a Praça do Ferreira, no Centro da cidade, sedia a Mostra Cinema na Praça, que, na noite de abertura, também às 19h, exibirá “Jeca Tatu” (Milton Amaral. Ficção. 95’. Brasil. 1959). Por fim, paralela a tudo isso, inicia o Cine Ceará no Itaú Cultural Play, realizada on-line pelo streaming do Itaú Cultural Play até o dia 10 de dezembro. Na plataforma serão exibidos alguns dos filmes da Mostra Olhar do Ceará desta edição do festival.

Curso

Além das exibições, o Cine Ceará vai ofertar um curso de Cuidados Jurídicos para Produções Audiovisuais, ministrado pelos advogados Thaís Sales e Diego Medeiros na Casa Amarela Eusélio Oliveira, entre os dias 27 e 30 de novembro, das 16h às 18h30. Seu objetivo de analisar a cadeia de direitos que permeia produções audiovisuais nas principais fases de um projeto, o curso é destinado a estudantes de cinema e audiovisual, produtoras e produtores audiovisuais, realizadoras e realizadores audiovisuais, programadoras de televisão e cinema, profissionais do mercado audiovisual.