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Felipe Mota afirma que Ceará levou rasteira do Piauí na produção de hidrogênio verde

Deputado Felipe Mota (União). Foto: Junior Pio/ Alece

O deputado Felipe Mota (União) afirmou, nesta terça-feira (21), que o Ceará levou “uma rasteira” na corrida pela produção de hidrogênio verde. A presidente da União Europeia, Ursula Von der Leyen, confirmou, na última segunda-feira (20), o aporte de 2 bilhões de euros para financiar a produção de hidrogênio verde no Brasil, sendo parte desses recursos destinados a um projeto da Green Energy Park, no Piauí. “Fomos golpeados pelo Governo Federal, que, em acordo com a União Europeia, colocou à disposição do Piauí 2 bilhões de euros para o hidrogênio verde. E o Ceará, que se dizia na vanguarda desse processo, tomou uma rasteira”.

Outro assunto abordado pelo deputado na tribuna foi a proposta de orçamento para 2024, que está em tramitação na Assembleia. Segundo ele, o Estado investe alto em benefícios para indústrias instaladas em seu território, enquanto dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) apontam o decréscimo na receita corrente líquida. “Está no orçamento o investimento de R$ 3,327 bilhões para manter esses empregos, além de outros benefícios concedidos que chegam a R$ 5 bilhões. Damos demais para manter as empresas em nosso Estado, mas precisamos apreciar esses gastos com muita atenção”, alertou.

Em aparte, o deputado Cláudio Pinho (PDT) se disse preocupado com a perda de investimentos em relação ao hidrogênio verde. “Passaram a perna no Ceará, mesmo”, declarou.

A USINA

A União Europeia anunciou a construção da usina para produção de hidrogênio verde e amônia no Brasil. De acordo com Ursula von der Leyen, será instalada no litoral do Piauí, na Zona de Exportação de Parnaíba. O anúncio faz parte da expansão de projetos dentro do Programa Nacional de Hidrogênio (PNH2), liderado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O projeto no Brasil será um dos maiores do mundo em hidrogênio verde (H2V). “Faz parte de um investimento global de 2 bilhões de euros na cadeia do hidrogênio no Brasil. Este novo parque de energia verde terá uma instalação de produção de 10 gigawatts de hidrogênio limpo e amônia”, destacou Ursula ao anunciar junto ao presidente Lula.

As obras estão previstas para iniciar no final de 2024, pela empresa europeia Green Energy Park (GEP). O começo das operações está previsto para 2026. A usina deve aproveitar a estrutura do Porto de Luís Correia para exportar o hidrogênio.

Segundo estimativas do MME, o país tem potencial para produzir 1,8 gigatoneladas de hidrogênio de baixa emissão de carbono por ano. Projeções atuais posicionam o país com o menor custo de produção de hidrogênio de baixa emissão e derivados. O Brasil já possui cerca de US$30 bilhões em projetos anunciados de hidrogênio de baixa emissão de carbono no país, viabilizando milhões de empregos.