Em meio ao conflito, as seleções de futebol da Palestina e de Israel aproveitaram a data FIFA para lembrar suas vítimas da guerra e realizar manifestações. As duas equipes entraram em campo, nesta semana, por competições distintas, mas sem esquecer o momento político que enfrentam. Até agora, os ataques já deixaram 13.402 — 1.402 do lado israelense e 12.000 na Faixa de Gaza, segundo o governo do Hamas.
A seleção israelense foi a primeira a entrar em campo, desde o início da guerra. Enfrentando o Kosovo, fora de casa, acabou perdendo por 1 a 0 nas eliminatórias da Eurocopa, no último domingo (12). Durante a execução do hino nacional de Israel, antes da partida, alguns torcedores presentes vaiaram, segundo vídeos que circularam em redes sociais.

A partida estava originalmente marcada para 15 de outubro, mas foi adiada após a eclosão da guerra. “Nosso país é mais importante que o futebol”, disse o técnico de Israel, Alon Hazan, aos repórteres após a partida, segundo a Reuters, ignorando os protestos locais.
Antes da partida seguinte, contra a Suíça, foi a vez o lateral-direito Eli Dasa, jogador do Dínamo Moscou e capitão da seleção de Israel, aproveitar a coletiva da imprensa e expor seu sentimento sobre a guerra. O atleta mostrou a chuteira de um garoto israelense sequestrado no kibbutz de Be’eri, em outubro. “Isso é tudo que sobrou da casa dele”, disse.
O jogo contra a Suíça, realizada na última quarta-feira (15), terminou empatada por 1 a 1. Por causa da guerra, os israelenses estão mandando seus jogos na Pancho Arena, em Felcsút, na Hungria. Mesmo longe de casa, a torcida levantou cartazes com os rostos de vítimas e reféns do Hamas, no sétimo minuto de jogo. Amanhã, Israel volta à campo enfrentando a Romênia, no mesmo local.
A seleção israelense está em terceiro lutar no Grupo I das Eliminatória da Eurocopa com 12 pontos e ainda tem chances de se classificar para a competição. As duas primeiras colocadas da chave são a Suíça e a própria Romênia, adversária de amanhã, com 16 pontos. Tudo será definido na próxima terça-feira (21), quando encerra a fase enfrentando Andorra.
Palestinos exibem fotos de vítimas
Antes do jogo contra o Líbano, válido pelas Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2026, os torcedores palestinos exibiram fotos de vítimas de Gaza. Os jogadores também acompanharam as manifestações, entrando em campo usando o keffiyeh, lenço que se tornou símbolo da solidariedade internacional com seu povo. Os 22 jogadores também se reuniram no centro do gramado para respeitar um minuto de silêncio pela guerra.
A partida, que terminou empatada em 0 a 0, foi disputada nos Emirados Árabes Unidos, devido uma punição da equipe libanesa após incidentes em Beirute, ano passado, em jogo contra a Síria.
No entanto, os palestinos também não não estão mandando seus jogos em casa, devido ao conflito em Gaza. A Palestina jogará no Estádio Internacional Jaber Al-Ahmad, no Kuwait, começando pelo duelo contra Austrália, na próxima terça-feira (21).
A Palestina está no Grupo I das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 com um ponto. Também estão nessa chave as seleções das Austrália, que lidera com três pontos, Líbano e Bangladesh.
