
Cuidando da saúde
Mães de recém-nascidos têm vários desafios, principalmente no que diz respeito aos cuidados com o bebê. São muitas dúvidas e medos. Na lista das situações mais desafiadoras está a cólica.
Convidamos a pediatra Larissa Borges para trazer orientações e dicas sobre o assunto. Larissa tem um olhar voltado para a preparação de mães com relação aos primeiros cuidados com o bebê e ganhou notoriedade pela defesa da consulta pré-natal como fundamental para um puerpério mais tranquilo.
Tipos de cólica
O primeiro e mais comum é a disquesia, que acontece pela imaturidade do trato gastrointestinal, que acumula gás em porções do intestino e o bebê acaba se “espremendo” para elimina tanto o gás quanto as fezes.
O segundo tipo é efetivamente a cólica do recém-nascido, que vem acompanhada de até 3h de choro intenso, normalmente no final do dia, pelo menos três vezes na semana até os 3 meses de idade. Essa é a cólica mais temida, porém não é a mais comum. A maioria dos bebês tem disquesia.
Mitos sobre cólica
1 Alimentação da mãe
Não se deve restringir nenhum alimento como prevenção de cólica no bebê. A mãe que amamenta deve ter uma alimentação nutritiva e de qualidade, mas não há evidência científica de que determinados alimentos causem cólica no bebê.
2 Fórmula infantil
Não foi comprovada a relação entre o uso de fórmulas e a cólica, ou seja, bebês que tomam fórmula não estão fadados obrigatoriamente a ter cólica.
3 Antigases
Os antigases têm efeito placebo no alívio da cólica do bebê. Eles não vão resolver, já que ela está associada a imaturidade do intestino. Dessa forma, não é aconselhável medicar o bebê sem orientação médica.
Como aliviar a cólica?
Ao contrário do uso indiscriminado de medicamentos, as medidas não farmacológicas são cientificamente comprovadas como eficazes no alívio do desconforto dos bebês.
Massagens: elas devem ser feitas mesmo quando o bebê não está com cólica, de forma preventiva. Na troca de fraldas, flexionar as perninhas alternadamente, no movimento conhecido como “bicicleta”. Outro movimento é o de pressionar as duas perninhas contra o abdômen. Massagens circulares na barriga são ótimas para ajudar mecanicamente o bebê a liberar o gás e o cocô.
Bolsa térmica: outra medida eficiente é o uso pontual do calor. Eu indico as bolsas térmicas de sementes, por reduzirem o risco de queimadura. Na hora da cólica, o calor no abdômen alivia bastante a dor.
Ofurô: o relaxamento por calor também pode ser feito no ofurô, aqueles baldinhos de plástico que o bebê fica imerso em água morna.
“O ponto chave para passar por essa fase fisiológica das “cólicas” de uma forma mais leve é conectar-se com seu bebê. Conecte-se, olhe nos olhos, acolha e sempre dê colo”.
Por Larissa Borges
Onde encontrar a Dra. Larissa para mais dicas: @dra_mamae

Gabriel indica
Já imaginou ter que comprar palavras para falar? Pois é, fiquei intrigado, sem entender direito, e perguntei a mamãe como podia existir um lugar assim. Fiquei pensando também como seria uma fábrica de palavras. Quando a mamãe iniciou a leitura e eu fui acompanhando as ilustrações, comecei a entender.
O livro conta a história de Philéas, um menino que gostava muito de uma garota chamada Cybelle, porém ele não tinha dinheiro para comprar as palavras que queria dizer a ela. Naquele país, as palavras eram bem caras. Havia as mais baratas, mas elas não faziam muito sentido. E tinha ainda palavras que quase não dava pra falar de tão estranhas, essas podiam ser encontradas até no lixo. Às vezes, algumas palavras ficavam soltas no ar e os meninos corriam para tentar pegar. Philéas conseguiu pegar três: cereja, poeira e cadeira. Ele as guardou para o dia do aniversário de Cybelle. O menino queria dizer “eu te amo”, mas não tinha dinheiro para comprar. Mesmo assim, ele se encheu de coragem e foi dizer suas três palavras a Cybelle. Philéas usou todos os sentimentos e as palavras acabaram chegando ao coração da menina.
A mamãe explicou que o livro traz uma bela lição: o que importa não é o que a gente diz, mas como a gente diz. Quando se fala com a força do coração tudo termina bem.
Livro: A grande fábrica de palavras
Autores: Agnès de Lestrade, Valeria Docampo
Tradução: Carlos Aurélio e Isabelle Gamin
Editora: Aletria
Onde encontra: livrarias e lojas virtuais
Faixa de preço: entre R$ 54 e 65

Atividade – Palhaço Colorido
Crianças amam cores. Brincar com tinta é sempre muito divertido. Se você preparar um espaço adequado vai conseguir, inclusive, que a criança aprenda a dosar as quantidades, reduzindo a sujeirinha tão temida nas brincadeiras com tinta. Ensine sobre quantidade, deixe que a criança manipule e separe as cores, aproveite esse momento para trabalhar o vocabulário dos pequenos, pendido que falem quais cores estão usando. Para os mais velhos, uma ótima opção é trabalhar a mistura de cores para descobrir novos tons.
Materiais
1 folha branca A3 ou A2
Tinta guache (pelo menos 4 cores)
1 rolo de papel higiênico
Lacinhos e lantejoulas para decorar
Desenhe um palhaço de forma simples mesmo. Dois arcos para os olhos, um círculo para o nariz e uma boquinha sorrindo. Depois, convide a criança para mergulhar o rolo de papel na tinta e ir fazendo círculos no papel. O rolo funciona como uma espécie de carimbo. Esses círculos vão formar o cabelo do palhaço. Depois é só decorar com as lantejoulas e lacinhos pra ficar bem colorido e divertido.
A atividade trabalha noções de tamanho e quantidade, além de ser extremamente divertida. Permita que a criança solte a imaginação e traga para o papel o seu palhacinho favorito.

Vamos passear pela cidade?
Está pensando em um programa divertido para aproveitar o final de semana com as crianças? Indicamos um passeio ao ar livre, explorando a natureza e conectando os pequenos ao meio ambiente. Os benefícios são muitos e começam com o estímulo motor, com a possibilidade de movimentar o corpo com brincadeiras simples e divertidas como pega-pega e escaladas. No parque do Cocó, por exemplo, há brinquedos disponíveis para isso, e de graça!
Coletar tesouros da natureza é outra opção de atividade. As folhas que caem das árvores, pedrinhas e gravetos podem virar bonecos, colagens e até brinquedos feitos pelas próprias crianças.
Quem está no interior pode explorar a zona rural. Os sítios são verdadeiros redutos de diversão. Apresente os animais, deixe a criança pisar no chão, molhar os pés nos rios e açudes. Façam isso em família e vivam uma experiência única.
