O prefeito de Fortalea, José Sarto (PDT) atacou pela pela vez grupo de Cid Gomes, seus rivais na disputa interna do partido. A declaração do chefe do Executivo municipal foi dada durante discurso na convenção estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ocorrida nesta segunda-feira (30), e que elegeu o vice-prefeito da Cidade, Élcio Batista, presidente estadual da sigla.
“Eu não consigo entender como é que um partido escolhe quatro pré-candidatos, faz 10 plenárias estaduais, faz uma convenção, vota em um candidato. Esse candidato tem 59 votos, a outra tem 25. Aí, depois o partido trai o candidato que ganhou a convenção. Como é que pode?”, questionou o prefeito, em referência à escolha do Roberto Claudio como candidato pedetista ao Governo em 2022.
Sarto se manteve em relativo silêncio sobre o racha no PDT do Ceará desde a eleição de 2022, também não se pronunciou sobre a crise gerada sobre a direção da executiva estadual. Sempre que indagado sobre a crise, o Prefeito tangenciava. Na noite desta segunda, no entanto, ele fez discurso duro contra deputados e outros políticos pedetistas que não apoiaram nem votaram no candidato então candidato a governador do Estado, Roberto Cláudio.
TRISTE COM A VIOLÊNCIA
Governador do Ceará por três mandatos e senador por dois, Tasso Jereissati fez discurso também duro, porém quando se referiu à segurança pública no Ceará.
“Estou profundamente incomodado com o que está acontecendo no Ceará. Não é normal recebermos todos os dias notícias de massacre, de violência de homicídio. Tem alguém aqui que nunca foi assaltado ou que não conhece alguém que foi assaltado? O PT nasceu defendo os direitos humanos. Vemos por parte do governo desse partido (….) a notícia de tortura nos presídios do estado do Ceará”, disse Tasso Jereissati.
Ele acrescentou que viu, nesta segunda, mais notícias de tortura praticada por agentes do Estado. “Eu vi que na fundação que cuida das mulheres menores de idade tem denúncia de tortura contra as meninas, adolescentes, que por acaso, por uma circunstância, fizeram alguma coisa errada. Elas estão sendo torturadas”, disse.
Ciro Gomes, que não quis falar sobre a briga interna no PDT, também falou da insegurança no Ceará. Ele disse que a autoridade do Estado era respeitada na gestão dele e que isso era uma característica do governo de Tasso Jereissati, seu antecessor.
Ele também enunciou que “nenhuma obra no Estado é feita sem que haja pagamento de propina”. Chegou a citar a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Ciro falou que é preciso resgatar a dignidade do povo cearense e que era necessário compromisso de políticos sérios, que fizeram e podem fazer pelo Ceará.
