O líder do bloco governista na Assembleia Legislativa (Alece), deputado estadual De Assis Diniz (PT), durante pronunciamento na manhã desta quarta-feira (25), defendeu a política de segurança do Estado. “Há muito ainda por se fazer, mas os números mostram que os resultados estão aparecendo. O que não podemos aceitar são críticas ao ex-governador Camilo e ao atual governador Elmano como se nada tivesse sido feito. O que mais revolta nessas acusações sem fundamento é que, geralmente, elas partem de pessoas ligadas ao ex-presidente Bolsonaro, um defensor público das milícias e da liberação do uso de armas pela população”, argumentou.
O pronunciamento do parlamentar foi para rebater a fala do senador Eduardo Girão (Novo), na última segunda-feira (23), quando comparou o Ceará à Faixa de Gaza, no que diz respeito à violência no Estado. Na tribuna do Senado, Girão afirmou que o fato de o Estado ser governado pelo PT e pelo PDT, nas últimas décadas, resultou no empobrecimento da população e o caos na segurança pública.
Eduardo Girão disse ainda que dados do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Ceará (MPCE), e do Laboratório de Estudos da Violência, da Universidade Federal do Ceará (UFC), apontam que a situação da segurança se agravou após a chegada de duas facções do crime organizado ao Estado, o Comando Vermelho e o PCC, em 2015.
Na Alece, De Assis Diniz lembrou que as facções do crime organizado vieram para o Norte e Nordeste a partir das milícias cariocas, já há algumas décadas.
“Não à toa, a situação da segurança pública no Rio de Janeiro é caótica. E nós sabemos quem era amigo e homenageava milicianos. O Ceará não produz facções, drogas ou armas. Elas vêm de fora e estão sendo enfrentadas corretamente pelo governo, respeitando o estado democrático de direito, ao contrário de alguns que apoiaram motins ilegais de corporações no Ceará”, afirmou o parlamentar petista.
